#DescompassoRádio – Convidado: Vinícius Sarmento

Postado por Descompasso em 04/08/2016, 18:07:38

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Vinícius Sarmento/Divulgação

Tivemos a honra de receber o virtuose violonista Vinícius Sarmento no nosso quadro Descompasso, dentro do programa Ponto Musical, Rádio Jornal. Sarmento levou sua arma, seu violão, para um papo recheado de boas histórias e show de talento.

Você pode escutar online Sarmento executando, ao vivo, composições de Guinga e Tom Jobim. E na vitrola, tocamos “Deixar Partir”, parceria de Sarmento e Zé Manoel, além de uma versão da canção “O Baile”, do compositor português Narciso Fernandes.

De uma família de músicos, não tinha como Vinicius Sarmento não seguir pelo caminho da música. Começou a estudar violão aos oito anos de idade e aos 14 anos, comprou seu primeiro violão de 7 cordas. Apesar da pouca idade, apenas 24 anos, Sarmento é considerado um músico renomado e requisitado para composições trilhas e participaões em shows especiais.

 

Vinicius e Yamandu - Rita Albano

Vinícius Sarmento e Yamandu Costa / Foto: Rita Albano

Para se ter ideia, Sarmento já dividiu o palco com gênios da música brasileira como Dominguinhos e Yamandu Costa. Yamandu, inclusive, incorporou ao seu repertório “Choro No.1″de autoria de Sarmento. Participou de discos de Lula Queiroga e assina uma canção, em parceria com Vítor Araújo, em “Líquido” no próximo disco de Tibério Azul.

Ouça o programa e mergulhe no universo de Vinícius Sarmento.

#TBT – Rita Lee: Build Up

Postado por Descompasso em 04/08/2016, 10:21:30
Rita Lee: Build Up (1970)

Rita Lee: Build Up (1970)

No começo da semana passou pela minha timeline uma foto linda de Rita Lee e Roberto Carvalho felizes, de bem com a vida e aproveitando a aposentadoria em sua chácara que fica próxima de São Paulo. Rita está morando lá, pintando e em contado com a natureza. Deu uma felicidade danada. Tão bom ver nossos ídolos bem. Bateu também uma vontade de escutar sua discografia. E comecei pelo Build Up, álbum de 1970, seu primeiro de estúdio, lançado pela Polygram enquanto Rita ainda estava na Os Mutantes.

Rita Lee e Roberto Carvalho (Reprodução/Instagram)

Rita Lee e Roberto Carvalho (Reprodução/Instagram)

Na época do lançamento o disco passou despercebido do grande público. O single “José”, versão francês de “Joseph” de Georges Moustaki, assinada por Nara Leão (que na época morava em Paris), fez tanto barulho que parece ter ofuscado o lançamento de “Build Up”. A relação entre os integrantes de Os Mutantes não estava lá das melhores, Sérgio Dias se recusou a participar do disco porque não enxergava projetos solos como algo bom para a banda. Em seu lugar, entrou o lendário Lanny Gordin com belos solos.

O repertório do disco, que tem direção musical de Arnaldo Baptista, procurava afastar Rita de Os Mutantes, trazendo diversas parcerias dela com Élcio Decário. “Build Up” foi produzido por Manoel Barenbein e, conta ainda, com arranjos de Rogerio Duprat. Só o fino do fino da época. O disco, por sinal, foi incentivado por André Midani, presidente da gravadora Polygram que enxergada um potencial solo em Rita Lee.

“Build Up” tem composições assinadas por Rita e Arnaldo como “Sucesso, Aqui Vou Eu” e “Macarrão com Linguiça e Pimentão” (muito carinho por esta faixa, foi a primeira receita que testei na cozinha e deu super certo). Com Élcio, Rita compôs “Viagem Ao Fundo de Mim”, “Precisamos de Irmãos”, “Hulla-Hulla”, “Tempo Nublado”, entre outras. Há também uma versão para “And I Love Her”, de Lennon e McCartney, e que antecipou em 31 anos “Aqui, Ali, Em Qualquer Lugar”, álbum dedicado ao quarteto de Liverpool lançando em 2001.

Ouça na íntegra:

01. Sucesso, Aqui Vou Eu (Build Up)
02. Calma
03. Viagem ao Fundo de Mim
04. Precisamos de Irmãos
05. Macarrão com Linguiça e Pimentão
06. José ( Joseph )
07. Hulla-Hulla
08. And I Love Her
09. Tempo Nublado
10. Prisioneira do Amor
11. Eu Vou Me Salvar

A Frei Caneca completou um mês no ar em caráter experimental. O jornalista Renato L e o diretor da emissora Patrick Torquato comentam esse momento

Postado por Descompasso em 03/08/2016, 19:18:45
Frei Caneca 101.5 FM

Frei Caneca 101.5 FM

Foram mais de 50 anos de espera para a Frei Caneca FM experimentar os primeiros sinais nas ondas do rádio. Na última sexta, 28 de julho, a Frei Caneca comemorou um mês no ar, ainda em fase experimental, com uma grade preenchida basicamente com músicas nacionais e vinhetas.

“Eu ainda não escutei a Frei Caneca. A programação normal das rádios é tão ruim a tanto tempo que, simplesmente, perdi o hábito de ouvir rádio. Mas, pelo que pude acompanhar pelo Facebook, a programação só tem recebido elogios”, comenta o jornalista Renato L, ex-Secretario de Cultura da Prefeitura do Recife e um dos maiores ativista na luta para a Frei Caneca sair do papel. E continua:

“Eu espero que, a curto e médio prazo, a prefeitura começa a implementar as diversas demandas da sociedade civil que surgiram nos processos de discussão prévios. É bem importante assegurar as condições técnicas e financeiras para que a rádio alcance todo o seu potencial. É importante, também que ela funcione como uma rádio verdadeiramente pública, com amplo controle e participação da sociedade civil na sua gestão. E não vamos esquecer: a Frei Caneca não deve ser encarada apenas como uma rádio musical. Ela tem um caráter educativo também e pode abrigar programas nas áreas de saúde, direitos humanos, etc”, avalia Renato.

Outro ponto importante trazido por Renato L é que a Frei Caneca FM não tem como papel apenas a difusão musical. “Precisamos de uma rádio pública atenta a toda a movimentação cultural da cidade, com espaço para programas sobre literatura, teledramaturgia, cinema, etc”.

Entrar nas ondas do rádio foi o primeiro passo para a implantação esta antiga demanda da sociedade pernambucana. Para saber dos próximos passos, o Descompasso foi atrás de Patrick Torquato, Diretor da Frei Caneca FM.

Descompasso: Um mês no ar. Qual o sentimento?

Pratick Torquato: Todo o processo é muito delicado, tudo foi muito desejado, existe muita ansiedade por conta do tempo de espera, ou seja todas as características de um parto, e como uma criança muito amada e recém nascida, estamos muito felizes com o seu nascimento com aquela expectativa enorme de que ainda há muito por fazer, mas que ela já nasceu revolucionária e principalmente pública.
Descompasso: Como você avalia este primeiro mês?

Pratick Torquatro: Ainda é muito cedo para avaliar qualquer coisa, mas a sensação boa causada pelo retorno extremamente positivo por parte dos ouvintes é algo ótimo, se imaginar que a repercussão tem sido boa para um único produto que colocamos no ar que é um teste de seleção musical diversificada, já esta sendo muito proveitoso.
É muito importante pensar que ainda teremos programas em vários formatos, jornalístico, debates, documentários, transmissões de shows ao vivo, programas infantis e todas as possibilidades de linguagens musicais e artísticas. Tudo isso será construído em conjunto com a sociedade garantindo a participação e pluralidade de ideias. Ainda é só o comecinho deste sonho.

Descompasso: Qual o próximo passo?

Pratick Torquato: São muitos, mas o fundamental é trazer para realidade as ações das 54 propostas da sociedade que foi resultado das consultas públicas, passar este semestre articulando isso para um futuro ser construído em cima destas bases Fortes. Editais para ocupação da grade, Contratação de pessoal, Eventos promocionais, parcerias institucionais são algumas destas coisas que serão feitas, sempre em parceria e dialogo com entidades da sociedade civil organizada.

Descompasso: Há investimento previsto para a implementação de uma grade, produção de programas?

Pratick Torquato: Serão elaborados ciclos de editais para ocupação da grade com programas seguindo direcionamentos já propostos de garantia de diversidade de conteúdo, abrangência de representatividade de linguagens e setores da sociedade. Conteúdos que atuem no combate à homofobia, combate ao racismo, defesa dos diretos LGBT, combate a violência contra mulher, contra o trabalho infantil entre outros temas, além é claro de música e outras expressões artísticas.

** Perguntamos a Pratick Torquato um prazo para o início oficial das atividades da rádio e lançamento dos editais, mas o Diretor da Frei Caneca segurou a informação. Adiantou que, em breve, haverá a inauguração oficial da rádio e será anunciado abertura de editais, etc.

Sai Biel, entra Karol Conka

Postado por Descompasso em 03/08/2016, 16:09:45

 

O MC Biel foi substituído na manhã dessa quarta feira, 03, por Karol Conka na programação do Baile da Pan, que acontecerá no próximo dia 14, em Belo Horizonte. O anúncio foi realizado na conta oficial do evento no twitter (@JovemPanBH).

 

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Em junho deste ano, a jornalista Giulia Pereira denunciou o cantor por assédio sexual à 1ª Delegacia da Mulher de São Paulo. Giulia relatou na denúncia que Biel a chamou como “gostosinha” e diz que “a quebraria no meio” durante uma entrevista para o Portal IG, onde atuava como repórter. A jornalista foi desligada da empresa alguns dias após a denúncia.

Recentemente, o cantor tentou se justificar e ainda culpou a jornalista por prejudicar sua carreira: “Eu queria primeiro deixá-la ciente do quanto ela prejudicou minha carreira. É um trabalho de anos, não só meu, mas de um grupo empresarial, de uma gravadora”.

As reações nas redes sociais não perdoaram a postura de Biel. A hashtag #ErrarÉHumanoPersistirNoErroéBiel chegou aos trend topics (assuntos mais comentados) do twitter. Vários posts machistas, racistas e misógenos, publicados por Biel entre 2011 e 2012, foram resgatados e povoaram as redes.

Por outro lado, Karol Conka canta rap e é feminsta atuante.

Parabéns pela atitude ao Baile da Pan que, embora não tenha revelado o motivo da troca, usou o verso mais popular da artista pra demarcar sua posição no cartaz: “Já que é pra tombar, tombei”.

As informações são do site Huffpoot Brasil

 

 

 

Intercâmbio reúne feras da percussão do Brasil e EUA

Postado por Descompasso em 03/08/2016, 13:46:43

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Julie Hill/Divulgação

 

Projeto Bate Solto reúne percussionistas do Brasil e dos Estados Unidos, e inicia intercâmbio em Olinda nessa quinta, 04. Nesta primeira etapa, a musicista e doutora pela Universidade do Tenessee-Martin, Julie Hill, realizará workshop com o tema “A Música do Mundo”. Logo em seguida, Julie fará um duo de marimbas com o músico e professor da UFPE Antônio Barreto.

A programação conta ainda com apresentações dos músicos pernambucanos Sérgio Soares (idealizador do projeto e integrante da Banda Sinfônica do Recife), Mahatma Costa (campeão mundial de Acordeom), Gilú Amaral (integrante da Orquestra Contemporânea) e cortejo do Nação Erê  (grupo do Centro de Educação Popular Mailde Araujo do Pina).

A próxima etapa do projeto será em novembro de 2016 nos Estados Unidos, na Universidade do Tenessee-Martin, com workshop de Sérgio Soares com participação da cantora Chris Nolasco.

Serviço:

Quando: Quinta, 04 de agosto

Horário: A partir das 14h30

Onde: CEMO – Centro de Educação Musical de Olinda (Av. Pan Nordestina, Olinda)

Entrada gratuita.

Descompasso Rádio – Cosmo Grão apresenta Cosmograma

Postado por Descompasso em 01/08/2016, 20:37:14

Os apaixonados pela boa música tem um programa imperdível nesta quinta, 04 de agosto. É o dia que a Cosmo Grão, uma das melhores novidades da música brasileira, promove show de lançamento de Cosmograma, seu primeiro álbum, no Mundo Novo, a partir das 23h30.

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Cosmo Grão/Foto: Aline Mariz

A banda é de Recife e tem seis anos de formação. Apesar desse tempo de convivência e maturação, foi apenas em 2016 que seu primeiro álbum foi lançado. A música é instrumental e faz um passeio pelo punk rock, noise, stoner e rock psicodélico.

Em 2015, a banda lançou um EP elogiadíssimo que os levou para shows em São Paulo, Florianóplis, João Pessoa e Natal, além dos festivais Coquetel Molotov (PE) e Under The Sun (RN).

Aproveitando o lançamento, convidamos o grupo para um bate papo no nosso quadro Descompasso, dentro do Programa Ponto Musical, da Rádio Jornal. Contamos com a presença de Thiago Menezes (guitarra), Rafael Gadelha (baixo) e Cássio Sales (bateria). Na trilha sonora, as faixas “Caramujo”, “13o.” e “Mabombe”, esta última é uma homenagem a própria banda.

O papo foi rápido, mas tivemos tempo de falar das influências, do lançamento, da ascensão da música instrumental no cenário da música pop, do processo de composição, da vocação para o improviso que a banda tem, entre outras coisas. Fica nossa recomendação para escutar este disco que tem uma produção finíssima.

Ouça nosso programa de rádio:

 

 

 

5 melhores momentos do FIG 2016 por Jr. Black

Postado por Descompasso em 01/08/2016, 17:10:46
Jr. Black/Divulgação

Jr. Black/Divulgação

O Festival de Inverno de Garanhuns se despediu neste último sábado, 30/07, depois de 10 dias de uma programação musical instensa. Lançamos o desafio para o cantor e compositor pernambucano Jr. Black, natural de Garanhuns, listar os cinco melhores momentos dele no festival. Ganhamos de presente, esta baita resenha de fazer doer o coração de quem perdeu esta edição que prestou homenagens ao saudoso Naná Vasconcelos.

“Sou garanhunhense e falar de FIG e Garanhuns é algo bastante pessoal pra mim. Adoro a cidade onde passei boa parte da primeira e segunda infâncias, adolescência e início do 2° grau escolar. As memórias afetivas familiares, gastronômicas e do lugar se misturaram inseparáveis ao ser urbano que me tornei, cunhando-se à minha persona, tanto a artística do músico Jr. Black, quanto a do anônimo José Wilson que só os chegados-amados conhecem e que sustenta tanta coisa.

Quando não vou ao festival para trabalhar, quem reina é o segundo, o Zé Wilson, e aí ele aproveita para tomar o máximo possível da cidade pra si, preenchendo os espaços vazios que as várias saudades daquela paragem agrestina – seu primeiro céu, sol e estrelas – deixaram nele.

E assim, solto na buraqueira, sem prioridades outras que não apenas passear e perceber o Festival e seus arredores, aí vai meu TOP 5 momentos dessa vigésima-sexta edição de um dos maiores acontecimentos de lazer (ainda mais em se tratando de Cultura) no País, América do Sul e, quiçá, do mundo!

#1. ELZA SOARES

 

Elza Soares no FIG/Fundarpe - Foto: Laís Domingues

Elza Soares no FIG/Fundarpe – Foto: Laís Domingues

Com o show calcado no seu mais recente trabalho, “A Mulher do Fim do Mundo”, Elza fechou a primeira noite do festival acompanhada de um conjunto musical de primeira, atores/performers belíssimos e notável figurino cenográfico. Essa octagenária senhora é um exemplo vivo e raro de um patamar artístico inatingível para a esmagadora maioria dos mortais. Depois de mais de uma hora de show, ainda adentrou por um “bis” mandando alguns sambas de outrora ao público/súdito daquela que mais parecia uma rainha, uma sacerdotisa de asa negra, tamanha a beleza de sua presença no palco – foi por aí que ela sacou “Malandro” (Jorge Aragão/Jotabê) e um tremendo cisco entrou nos meus olhos, só podendo voltar a pensar coerentemente alguns minutos após tudo acabado.

#2. KARINA BUHR

Karina Buhr no FIG/Fundarpe - Foto: Laís Domingues

Karina Buhr no FIG/Fundarpe – Foto: Laís Domingues

Também na primeira data de FIG no Guadalajara/Mestre Dominguinhos, jornada esta de empoderamento feminino total e absoluto, nossa Fênix loira, de nome Karina, manteve os olhares e corações dos presentes aprisionados numa performance impecável e repertório pessoal já bem rico. Como se mexia aquela mulher selvática: uma onça dourada, linda e resplandecente, afiada como faca nova e dando tudo de si para nossa sorte e deleite. Ela antecedeu Elza com louvor e justiça, ladeada de um conjunto musical notável, e ao fim nos deu uma confortável sensação de que testemunharíamos ainda uma grande noite.

#3. BAR E RESTAURANTE SÃO JOSÉ

Sábado é dia de feira em Garanhuns, a maior feira da região, por sinal. Ela acontece na Central de Abastecimento de Garanhuns (CEAGA) e tudo por ali começa muito cedo, mas muito cedo mesmo. Os boxes internos formam basicamente uma praça de alimentação organizada por famílias cujo sentido na vida é servir aos visitantes o melhor da comedoria popular/ancestral daquela região nordestina. Além do pitoresco passeio pela feira, o vivente pode desfrutar, por exemplo, do mais-que-necessário sarapatel do Bar São José, além de cuscuz, macaxeira, inhame, fava, guisados de toda sorte, carnes assadas e uma fileira de outras delícias… Ótimo e curativo fim de jornada para a matéria cansada após os shows noturnos e as várias opções de “after” itinerantes na cidade (Lolóteria, Off Cina e Fru Fru). Depois bastava dormir e sonhar.

#4. PRAÇA DA PALAVRA

Praça da Palavra do FIG/Fundarpe - Foto: Laís Domingues

Praça da Palavra do FIG/Fundarpe – Foto: Laís Domingues

Uma série de pequenos “stands” interligados na Praça Souto Filho (Fonte Luminosa), no central e gigantesco bairro de Heliópolis, formavam a Praça da Palavra, um recanto de literatura. Era lá onde se alimentava a mente e o verbo com recitais poéticos, local para lançamentos, literatura infantil, contação de histórias, as edições da CEPE e do sebo da Livraria Imperial a preços bem convidativos e outras atividades afins. Mais que justo economizar um ou dois dias de farra por anos e anos de saber!

#5. FIG

Top 5 é uma injustiça só. Tiveram outros grandes momentos pra mim… O show do lendário Erasto Vasconcelos, irmão mais novo de Naná, justamente homenageado por esta edição de festividades. A apresentação cheia de vigor e sustança do Wassab no Pau-Pombo, pólo instrumental. A buchada de bode do Gago, lá na Vila do Quartel… A cerimônia de abertura dos trabalhos com Zé Manoel e seus convidados extraordinários (Coral Voz Nagô, Mateus Aleluia e Virgínia Rodrigues) no átrio da Igreja de Santo Antônio – que show!

Então, como não tenho mais pódios, decido por terminar este pequeno índice elegendo o FIG em si mesmo. Abrangendo tantos matizes culturais quanto possíveis, o Festival de Inverno de Garanhuns transcende um quarto de século caminhando forte e incólume por várias gestões políticas. Este um ano de infame e inventada crise que poderia tê-lo enfraquecido ou até alvejado mortalmente (para os mais pessimistas), mas que o esforço de muitas pessoas o fizeram realidade e dádiva por mais um exercício. O vigésimo-sexto. Já é calendário faz tempo. Tradição. O FIG é mágico, enriquecedor e necessário tanto para o turista como para quem mora em Garanhuns e entorno, tanto para quem faz e vive do labor artístico, como para quem o consome.

Forte abraço a todos e saudações santacruzenses”.

***  Fã de música negra americana e samba, Jr. Black é um cantor e compositor pernambucano. Dono de uma voz única e expressiva, de dar inveja a qualquer locutor de jogo de futebol, ele começou sua carreira como vocalista da banda recifense Negroove, onde permaneceu até 2007, ano em que o grupo encerrou as atividades. Em 2010, lançou RGB, seu primeiro disco pelo Joinha Records.

Supercombo, fenômeno nas redes sociais, lança seu novo álbum: Rogério.

Postado por Descompasso em 01/08/2016, 10:55:11

rogério

A banda capixaba, Supercombo, acumula  70 milhões de plays nas diversas plataformas virtuais, 50.000 execuções em rádio, uma turnê de 140 shows e participação em diversos festivais. São números bem expressivos, especialmente por se tratar de uma banda de rock pop, que trata de temas “tabu” como suicídio e eutanásia.

Na última sexta feira a banda lançou, Rogério, quarto álbum da carreira inciada em 2007. O disco conta com participações mais do que especiais de Emily (Far from Alaska), Gustavo (Scalene), Negra Li, Lucas Silveira (Fresno), Mauro Henrique (Oficina G3), Sergio Britto (Titãs), Keops e Raony (Medulla). A banda é formada por Léo Ramos (guitarra e voz), Carol Navarro (baixo), Pedro Ramos (guitarra e voz), Raul de Paula (bateria) e Paulo Vaz (teclados).

O disco já está disponível no site da banda e nas plataformas: Spotify, Deezer, ITunes, Napter e Play Music.

O jornalista e escritor, Ricardo Alexandre, faz uma formulação bem interessante de quem ou que, seria Rogério: “O que começou com uma piada interna acabou amarrando boa parte do novo repertório, com citações ao “pão que o Rogério amassou” ou às más lembranças de um certo “meu Rogério”. Ao final, “Rogério” tornou-se uma personificação do lado mau de todos nós, o espírito ruim contra o qual tentamos lutar. Essa dicotomia acabou por inspirar o projeto gráfico de Juarez Tanure e suas experiências com laminas azuis e vermelhas que revelam – ou escondem – a “rogerização” das coisas.”

E complementa: “O fato é que Rogério, o espírito ruim, passou bem longe das 12 faixas de Rogério, o álbum. O quarto álbum do Supercombo é um disco solar, delicado, universal e tropicalista, roqueiro e brasileiro, elétrico e cheio de loops e efeitos. É um passo em direção ao futuro, que a banda já experimenta hoje. E é um convite a todos os que esperam a próxima geração do rock nacional – comunicativa e vibrante – para que saibam para onde os ventos estão soprando

O estouro e massificação da banda veio depois da participação no programa Superstar da TV Globo, entre 2014 e 2015.  Nesse período, as canções, “Amianto” e “Piloto Automático”, entraram nas paradas de músicas mais tocadas nas rádio do Brasil.

Saiba mais em: https://www.facebook.com/supercombooficial/?fref=ts

5 motivos para você ouvir “Psicoativo” de Zé da Flauta por Fábio Passa Disco

Postado por Descompasso em 31/07/2016, 10:35:26
Zé da Flauta: Psicoativo (2016)

Zé da Flauta: Psicoativo (2016)

“Psicoativo” é o primeiro disco solo em 43 anos de carreira do músico que sempre manteve uma relação próxima ao ritmos nordestinos. Assumidamente roqueiro, o álbum tem nove faixas e foi lançado em julho de 2016 em plataformas digitais. No próximo sábado, 06 de agosto, o disco ganha versão física em CD pelo selo Passa Disco, braço da icônica loja pernambucana comandada por Fábio Cabral. Para celebrar a ocasião haverá uma tarde de autógrafos na própria Passa Disco, a partir das 16h.

Aproveitando o momento, pedimos para Fábio, biblioteca viva da música pernambucana, apresentar 5 motivos para você ouvir mais um lançamento do seu selo.

#1: Zé da Flauta é o Forrest Gump da música pernambucana. Estave presente nos grandes momentos da nossa história: Tocou com Ave Sangria, Flaviola, Robertinho de Recife, Zé Ramalho, participou da banda de Alceu Valença, do Quinteto Violado, entre outros projetos. Produziu Cascabulho, Meninos de São Caetano, Hanagorik.

#2: Este é seu primeiro disco solo.

#3: Tem as participações especiais de grandes músicos como Paulo Raphael (guitarrista da Ave Sangria) e do saudoso Naná Vasconcelos.

#4: O disco é bom do começo ao fim. Um CD viciante e viajado!!

#5: O projeto gráfico é do grande Lailson, outra lenda viva da cultura pernambucana e que tocou nos primórdios da carreira de Zé da Flauta, no grupo Phetus (foto abaixo).

Phetus/ Acervo Pessoal de Zé da Flauta

Phetus/ Acervo Pessoal de Zé da Flauta

 *** A Passa Disco fica na Estrada do Encanamento, 480, Parnamirim. Mais informações da tarde de autógrafos: (81) 3268-0888

Em carta dedicada aos fãs, The Radio Dept. anuncia volta com Running Out of Love

Postado por Descompasso em 29/07/2016, 17:03:07
The Radio Dept./Foto: Per Vikström

The Radio Dept./Foto: Per Vikström

A música pop pode respirar aliviada em 2016. Depois da confirmação de “Here”, novo disco do Teenage Fanclub previsto para setembro, com direito a lançamento de single e clipe, o grupo sueco The Radio Dept. escreve uma longa carta para anunciar “Running Out of Love”, quarto disco da carreira do grupo.  Com data marcada para 21 de outubro, o título e trechos da carta adiantam que podemos esperar um mergulho num universo de desilusões de um mundo sem amor.

Radio Dept.: Running Out of Love (2016)

Radio Dept.: Running Out of Love (2016)

“É um álbum sobre todas as coisas que estão se movendo na direção errada. É sobre a impaciência que se transforma em raiva, ódio e ultimamente em afastamento e apatia quando o amor pelo mundo e nossa existência começam a vacilar’, revela um trecho da carta.

“Running of Love” é o sucessor do bilhante e viciante “Clinging To A Scheme”, lançado em 2010. Problemas com a gravadora Labrador Records contribuíram para a lacuna de seis anos entre os lançamentos.  Na carta dedicada aos fãs, o grupo comenta que  “no final das contas, nós perdemos a disputa na justiça mas ainda conseguimos um acordo com a gravadora que nos deu a motivação para compor música novamente”.

Ano passado o grupo chegou a lançar um EP com a faixa “Occupied”,  que está incluída no novo disco. É um shoegaze perfeito para pistas de dança construído sobre loops de baterias e sintetizadores embriagados.

Running Out of Love

01 Sloboda Narodu
02 Swedish Guns
03 We Got Game
04 Thieves of State
05 Occupied
06 This Thing Was Bound to Happen
07 Can’t Be Guilty
08 Committed to the Cause
09 Running Out of Love
10 Teach Me to Forget