As boas do final de semana

Postado por Descompasso em 29/07/2016, 14:57:58

O Festival de Inverno de Garanhuns se despede neste final de semana com shows de Maciel Melo, Siba, Erasto Vasconcelos, Geraldo Maia, Wassab, Gilú Amaral, etc. Neste link, você encontra a programação completa. Quem ficou pela cidade grande, também encontra boas programações musicais. Esta foi a nossa seleção.

Sexta, 29/07

Projeto Sal/Divulgação

Projeto Sal/Divulgação

Projeto Sal – A banda Projeto Sal promove show do lançamento do EP “Sem medo, sem freio, sem dor” nesta sexta, a partir das 20h, no Cibrew. O trabalho, lançado pelo selo Passa Disco, tem quatro faixas (“Toda raiva desse mundo”, “Trem das almas”, “Pavio” e “Monotonia” e é o sucesso do EP “Preocupação” de 2012. Cibrew fica na Av. Norte, 2832, Encruzilhada. Entrada gratuita.

Sábado, 30/08

Plutão Já Foi Planeta/Foto: Diego Marcel

Plutão Já Foi Planeta/Foto: Diego Marcel

Plutão Já Foi Planeta – A banda potiguar, que ficou conhecida nacionalmente por figurar entre os finalistas do SuperStar, aporta no Recife para apresentar as canções do álbum “Daqui pra lá”. O show acontece no Estelita, a partir das 17h, no Estelita e conta com a participação especial do cantor pernambucano Barro. Os ingressos custam R$ 20 e R$ 10 e já estão a venda via Eventick. O Estelita fica na Av. Saturnino de Brito, 385, Cabanga.

INPUB – A despedida da programação do mês do rock da Pracinha Recife conta com o som da InPub. Iniciativa da Libre Promo, a apresentação está marcada para às 19h, deste sábado.

Domingo, 31/08

Diablo Angel/Divulgação

Diablo Angel/Divulgação

Jardim Sonante – Contando com o músico Cannibal como padrinho, o projeto Jardim Sonante leva aos jardins do Museu da Abolição uma programação musical especial a cada último domingo de mês. Neste, a partir das 15h, o projeto conta com Diablo Angel, Rold’sDsarme Band Dueto e Amperes. A entrada é 01 kg de alimento não perecível. O Museu da Abolição fica na Rua Benfica, 1150, Madalena.

#TBT – Jam Da Silva ganha o mundo com o Nord

Postado por Descompasso em 28/07/2016, 14:34:49

“Vivo Andando no mundo, na gaiola da saudade, igualmente passarinho, voando solto nos ares”. Esses são os primeiros versos de “Gaiola da Saudade”, canção do disco “Nord”, de Jam da Silva, lançado em 2014. Preste atenção nesses versos: eles são como um prenúncio deste álbum.

JamdaSilva:Tati Azevedo

Jam da Silva/Foto: Tati Azevedo

Os grooves de “Nord” combina com sertão, com Islândia, com França. É um disco rico de referências e de participações especiais, nacionais e internacionais. Esta troca com músicos de diversas nacionalidades pode ser um dos motivos que a música de Jam é tão universal, atemporal, marcante. Neste trabalho, Jam conta com o talento e parceria do islandês Samuel Jón Samúelsson, o baiano radicado em São Paulo Lucas Santtana, a dinamarquesa Mette Moller Overgard, a paulistana Luisa Maita e a americana Lisa Papineau – vocalista em ‘Talkie Walkie’, do duo francês Air.

“Nord” pode ter sido lançado em 2014, mas o poder da sua música reverbera até hoje. O pernambucano Jam da Silva, que vive na ponte aérea Recife-Rio, continua com sua música pelas ondas da rádio e web e cruzando fronteiras. Tanto que recentemente foi incluído na lista All Winners 2016 de Gille Peterson, um principais críticos musicais britâncios. “Bem Tranquilo”, oitava faixa de “Nord”, está nela que conta também com músicas de artistas como Beyoncé e Conny Constance.

Vai pegar a estrada? Inclua “Nord” na sua playlist. Vai receber amigos em casa? “Nord” é uma ótima pedida para a trilha do encontro. Sugestão musical para esta quinta? Escuta “Nord”, na íntegra.

 

Aperta o play: Teenage Fanclub lança clipe de “I’m in Love”, single de seu novo álbum

Postado por Descompasso em 28/07/2016, 9:54:57
Teenafe Fanclub/Foto: Donald Milne

Teenage Fanclub/Foto: Donald Milne

É duro para quem é fã esperar seis anos entre um disco e outro. Mas, quando estamos falando de Teenage Fanclub, toda espera sempre vale a pena. “Here” é o sucessor de “Shadows”, de 2010, e está com data de lançamento marcada para 9 de setembro via Merge.

Lançado no mês passado, o primeiro single “I’m in Love” ganhou um clipe. A canção é power pop delicioso levemente distorcido que fala sobre se entregar ao amor sem se preocupar com um possível coração quebrado no final.  É um belo começo para o álbum. Escute. Apaixone-se.

 

O que Beyoncé, Rihanna e Ariana Grande nos ensinaram sobre a indústria pop em 2016?

Postado por Descompasso em 27/07/2016, 18:48:17

Três lançamentos para desmistificar o lugar de diva pop e aprender sobre talento,

por Dayw Vilar

Rihanna - Anti (2016)

Rihanna – Anti (2016)

2016 tem sido um ano agitado para a indústria pop. Discos superproduzidos e com novas estéticas ganharam as prateleiras e os tops dos principais serviços de streaming em todo o mundo e causaram um grande furor.

O primeiro deles marcou a tão esperada produção de um novo álbum da cantora Rihanna. A morena lançou a bolacha “ANTI” com uma remodelação completa de tudo que tinha feito. Largou o pop e entrou na musicalidade o R&B com passagens pelo trap. É o oitavo disco da carreira de Riri e, com palavras da própria, o disco “mais Rihanna de Rihanna”. Conhecida por ser uma artista de singles, dessa vez, a morena foi em cheio e disparou contra os estigmas e toda sua imagem pré-construída.

Essa quebra vem sendo ensaiada desde o quase-country “Five Four Seconds”, de 2015, seguido pelo trap explícito de “Bitch Better Have My Money” ou ainda com a mensagem forte e extremamente política de “American Oxigen”. Rihanna quis mostrar, e conseguiu, que não é uma artista de rótulos.

Voltando pro “ANTI”, o disco tem uma narrativa pautada na mostra das diferences nuances que ela pode fazer. É um disco-arsenal, muito melódico e cheio de boas referências. Ela brinca de trap, como em “Consideration” e “BBHMM”, em “Kiss It Better” e “Desperado” ela flerta com um moody rock. Tem ainda perfumes de muita emoção com “Love in The Brain” e “Higher” e muita sensualidade com a parceria de Drake em “Work”. Rihanna se libertou e mostrou também seu lado fã com um cover fiel de Same Ol’ Mistakes, de Tame Impala. Disponível no Tidal, “ANTI” não tem rótulos. Não é mais uma coletânea de pops de uma diva pop. É um álbum autoral, bem acabado e com uma características de poucos discos: te prende a atenção por todas as faixas. Inclusive, além do stream e dos CDs e discos, ANTI está em tour pelo mundo, sendo bastante aclamado. Rihanna está lá, como ela sempre quis.

Ariana Grande - Dangerous Woman (2016)

Ariana Grande – Dangerous Woman (2016)

Do outro lado do continente musical, se desenha no horizonte uma remodelação de imagem. Ariana Grande, que saiu – como Britney, Timberlake e Aguillera – de um público teen, acaba de lançar seu “Dangerous Woman”. Li em alguns textos a metáfora Ariana quer ser Grande. Mas ela já era antes.

O prenúncio do seu talento em “My Everything” (2014) foi certeiro. A nova produção tem 15 faixas que diluem ótimas referências, originais por essência, com vários estilos musicais. É bonito de ouvir e ver esse amadurecimento. Como o “ANTI”, tem pouco ou quase nenhum material “dançante”. A faixa que abre o disco tem um clima dos anos 50, Moonlight está ali pra introduzir ao potencial soprano que Ariana é. A moça ainda brinca com splashes de disco em “Greedy” e tem uma excelente – e até madura pra pouca idade, ela tem 22 – com “Macy Grey” em “Leave me Lonely”. Não sou adebto, as circustâncias são outras, mas arrisco falar que ela entra pro time de supertalentos com supervozes e uma sensibilidade musical apurada. O mesmo de Whitney, by the way. Ela ainda tem que comer uns pratos de feijão pra chegar no nível de respeito, mas tem começado muito bem. É uma mulher perigosa, muito grande e muito talentosa.

Beyoncé - Lemonade (2016)

Beyoncé – Lemonade (2016)

Outro superlançamento foi o “Lemonade”, de Beyoncé. Ela, que sem sombra de dúvidas representa bem o conceito de superartista, lançou mais um álbum-conceito-visual e parou a rotação do mundo musical este ano. Era esperado uma superprodução, do mesmo jeito que foi o Beyoncé (2013). Não saiu uma fábrica de hits dançantes – parece que agora o hit não é uma batida frequente e refrões com potencial pra memória – mas saiu um disco com mensagem política, empoderamento e muito conhecimento de si própria.

Quando ela subiu ao palco do SuperBowl e literalmente chocou o mundo com o hit Formation, a gente entendeu que a bolacha seguinte não viria pra brincadeira. Beyoncé amadureceu seu discurso de mulher negra e foi na ferida do preconceito racial que vela a sociedade dos Estados Unidos. Celebrou a beleza dos cabelos negros da sua filha, mostrou o descaso que seu povo sofre ilustrando com o abandono aos reparos provocados pelos tornados New Orleans. Criticou ainda a violência da força policial estadunidense contra cidadãos negros. Mostrou sua origem, mostrou seu recado e esfregou que no mundo capitalista, a melhor vingança – talvez até pessoal – é uma pessoa negra com dinheiro.

A lógica de fortes discursos se repete. Cheio de rumores sobre uma traição do seu marido, o todo poderoso Jay Z, ela avisa que reza para pegar um cochicho ou um momento de vigilância. Denuncia que está desconfiada com a forte “Pray You Catch”. É um álbum muito visceral. Ela sofre a desconfiança, ela lamenta a traição, ela mostra que ama, ela mostra que é forte e independente – financeiramente e principalmente, emocionalmente. Ela brinca com as memórias afetivas e alfineta a apropriação cultural dos elementos da cultura negra – raps, traps, souls cantados por brancos – com um country emocionante em “Daddy Lessions”. Numa pegada rocker, com direito a sample de Led Zeppelim, ela avisa “Don’t Hurt Yourself”, tem desespero e tem raiva nos versos, além da participação de Jack White (ex The White Stripes). Ainda na sofrência, ela lamenta que “Ele só me quer quando eu não estou lá. É melhor chamar Becky do Cabelo Bom”.

Em “Freedom”, a sensação é que a gente se transporta para um grande culto de libertação. Ela canta ao lado de Kendrick Lamar a quebra de correntes, celebra a liberdade com feracidade. Há outras faixas brilhantes. Beyoncé passou em “Lemonade” um perfome de pop, rap, R&B, rock, e de uma visão ímpar: é um disco que canta libertações e dores emocionais, políticas num local de fala essencial para dar coerência ao seu trabalho. Parece uma visão general, universal, mas é apenas um excelente composé feito do ponto de vista de uma mulher negra, forte de si e de suas origens e com força para usar seu talento para mudar realidades e provocar duras reflexões.

Se a inspiração veio de rumores de traição ou da ficção, não dá pra saber. O caminho do disco vai da mágoa à reconciliação do casal. Em faixas como “Hold Up” e “6Inch”, parece perder a potência, mas ainda assim é brilhante. Uma produção digna do seu posto na indústria, produzido com parcerias brilhantes, como o já citado Kendrick Lamar e ainda Jack White, The Weeknd e James Blake. A produção musical competentíssima é de Diplo e Hit Boy. Lembrando que toda essa análise é musical, não há elogios para a superprodução visual. Você pode ouvir a obra pelo Tidal ou ainda, tentar correr atrás dos shows da Formation Tour pelo mundo.

Nessas reviravoltas de mercado, a essência, a origem, a base é essencial. Perceber o potencial de um artista nos convida a sair da nossa caixinha do comodismo e nos permitir as experimentações. São três discos excelentes. Espero que curtam!

*** Dayw Vilar é Jornalista em formação, apaixonado por cultura pop e acredita que arte salva. 

A exposição a seguir pode causar pranto e riso

Postado por Descompasso em 27/07/2016, 9:33:32

“Naquele admirável sertão novo, contemplei vida e morte andando de mãos dadas. Simbiose de sangue e suor. De pranto e Riso. De homem, animal e terra.”

Elias - Admirável Sertão Novo 1_mini

Foto: Pedro Moreira

Uma imersão poética em textos e imagens que despertam os sentidos, reporta aos laços afetivos e memória de quem conhece de perto o Sertão. Uma abordagem sensorial, que transcende as definições objetivas elucidada em trechos como descrito acima pelo escritor, Elias Roma Neto.

 

Um olhar como se fosse do sexto chakra ou terceiro olho. Possível pela sensibilidade e a calma no clique das fotografias que retratam dor na alegria e beleza na dor. Das paisagens que relaxam, intrigam e parecem eternas, nos fazendo pequenos, e ao mesmo tempo, fortes. São as fotos de Pedro Moreira.

 

Coube ao curador, Zé Lucas, natural de Garanhuns, a responsabilidade de sintetizar o vasto material produzido pelos parceiros, Elias e Pedro, fruto de uma viagem ao sertão nordestino em 2011 e transformá-lo em exposição: Admirável Sertão Novo. 

 

 

Elias - os dois (2)
 Foto: Dani Maia

 

Foram selecionadas oito fotografias e fragmentos de textos que comporão um livro escrito por Roma Neto, “Baseado Em Vestígios Mentais”. E olha, se o termo “interatividade” é logo associado a tecnologia, mais um detalhe. Um grande quadro negro serve de moldura e tela, e o público pode incorporar suas impressões em palavras ou desenhos. A exposição conta ainda com projeção de outras imagens captadas durante a viagem.

 

 

Elias - Leo Caldas
 Foto: Léo Caldas

 

É mesmo coisa de sexto sentido e subjetividade, quase lisérgica. E tal qual foi o embalo e inspirações em livros e canções pelos criadores, o Descompasso recomenda: coloque os fones no ouvido e mergulhe no clássico do psicodélico nordestino, Paêbiru (1975), de Zé Ramalho e Lula Cortes. 

 

 

Antes que a gente esqueça, estamos falando do Festival de Inverno de Garanhuns. A exposição fotográfica ficará aberta ao público na Casa Galeria Galpão até o sábado, 30 de julho, das 17h às 22h. 

Mamelungos e o seu: Esse é O Nosso Mundo. #DescompassoRadio

Postado por Descompasso em 26/07/2016, 20:08:14

Foto 1 mamelungos

Foto: Gustavo Bettini Moura

A banda pernambucana, Memelungos, hoje radicada em São Paulo, foi a convidada da vez do quadro Descompasso, dentro do Programa Ponto Musical, na Rádio Jornal.  Na ocasião, um papo muito agradável e audição de faixas do segundo disco da banda, Esse É O Nosso Mundo.

O disco  vem fortíssimo com produção do músico, China, cada vez mais aprimorado na função e com participações de jovens mulheres que estão cada vez mais ganhando espaço: Flaira Ferro, Sofia Freire e Vanessa Oliveira. Além dos consagrados, Marcelo Jeneci e Lula Queiroga.

Os quatros músicos nos honraram e o programa foi de farra e muito conteúdo. No set: La Lune, Deixe de Gostar e Varanda. Bom passeio pelo mundo da Mamelungos – Esse é o Nosso Mundo.

Ouça:

 

Juliano Holanda recebe franco-brasileira no FIG

Postado por Descompasso em 26/07/2016, 13:13:02
Laila Garin 2

Laila Garin/Divulgação

Juliano Holanda vai contar com uma participação ilustre em sua apresentação no Festival de Inverno de Garanhuns, nesta quarta, 27. Trata-se da “cantatriz” franco-brasileira Laina Garin, conhecida do grande público por seus trabalhos em novelas e séries como “Babilônia”, “A Grande Família”, “Loucos por Elas” e “Amorteamo”.  Esta última, por sinal, foi a responsável por juntá-los no palco.

“Conheci Laila pessoalmente durante a gravação da trilha-sonora de, “Amorteamo”, quando tive a honra de ouvi-la interpretando a canção, “Não me deixe”, tema do seriado. Ela me foi apresentada por João Falcão, grande amigo e mentor”, conta Juliano. Um dos compositores de maior destaque da atual cena pernambucana, integrante da Orquestra Contemporânea de Olinda, Juliano sobe ao palco do FIG, a partir das 21h, muito bem acompanhado. Além de Laila, Isadora Melo (voz), Rafa B (bateria) e Hugo Lins (baixo) fazem parte da banda do músico.

Laila Garin

Laila é uma força da natureza nos palcos, atua, canta e dança de forma expressiva e marcante. A atriz e cantora é destaque em importantes cenários teatrais, como por exemplo na peça “Eu Te Amo Mesmo Assim”, projeto de Jô Abdu, com direção de João Sanches e roteiro e supervisão de João Falcão. Atualmente é protagonista do musical “Gota D`água à seco”, adaptação de Rafael Gomes e direção musical de Pedro Luis para o clássico de Chico Buarque e Paulo Pontes. Devido a sua descedência, ela mantém fortes relações com a França e, em 2015, fez apresentações no país com o cabaret musical da diretora francesa Eva Doumbia.

Nessa quarta, 27, 21h, no Palco mestre Dominguinhos, durante o Festival de Inverno de Garanhuns, Juliano fará sua apresentação. O show contará com a participação mais que especial da atriz e cantora franco-brasileira, Laila Garin (foto acima). No palco, acompanhando Juliano: Isadora Melo (voz), Rafa B (bateria) e Hugo Lins (baixo).

Além de Juliano, outro pernambucano cruzou o caminho de Laila, Otto. Ela contracenou com Georgina Góis no clipe da música “Saudade”.

 

Ouça essa obra prima – de nome sugestivo – da carreira solo de Julinao Holanda: “A Arte de Ser Invisível”.

 

 

Você deveria escutar a trilha de Stranger Things

Postado por Descompasso em 26/07/2016, 9:30:52
Stranger Things

Stranger Things

Entre as milhões de razões das quais você deveria assistir Stranger Things, nova série original da Netflix, a trilha sonora é uma delas. Clássicos do Joy Division, The Clash, Toto, New Order, Echo & The Bunnymen, para citar alguns, estão nesta coletânea capaz de, se não consumida moderadamente, causar overdose de nostalgia. É um testemunho fantástico da música dos anos 1980 que casa perfeitamente com a natureza misteriosa da série.

Netflix preparou uma playlist especial no Spotify. Aprecie.

Se você ainda está alheio à série, Stranger Things é o tipo de produção que se consome pelo roteiro, pelas referências, pela riqueza da trilha sonora, etc. Se passa na década de 1980 em Hawkins, Indiana, e conta a história da busca por um garoto que desapareceu sem deixar rastros e em circunstâncias suspeitas. A série faz uma homenagem aos clássicos cult dos anos 80 em uma mistura de ET, The Goonies, Super 8, etc. Ah, e conta com Winona Ryder no elenco.

Dicas para entrar “No Embalo do Pinduca”. Este disco não é recomendado para quem tem problemas no quadril.

Postado por Descompasso em 25/07/2016, 19:11:12

capa.pinduca

O primeiro passo para entrar “No Embalo do Pinduca”, 36o disco da carreira do Rei do Carimbó, é tirar os móveis da sala. É recomendável colocar o som no máximo. Como o carimbó é uma dança que a gente dança só, você não precisa de companhia para se soltar. E se solte. Em casos de maravilhosidade como esta, dance.

Aos 79 anos de idade, completados em junho de 2016, Aurino Quirino Gonçalvez reapresenta seus grandes hits, como “Sinhá Pureza”, “Vamos Farrear”, “Dança do Carimbó” e “Garota do Tacacá” com timbres mais contemporâneos. É uma coletânea de músicas conforto e descontraídas na levada do suingue do carimbó, lambada, siriá e da cumbia. A guitarra deliciosa e inconfundível do mestre Manoel Cordeiro, que assina a produção, está firme e forte do começo ao fim do disco.

“No Embalo do Pinduca” conta também com a participação do guitarrista paraense Felipe Cordeiro em “Pai Xangô”, composição de 1974 de Pinduca e Alberto Rola. A ideia do projeto, que conta com a direção artística do produtor cultural de guerrilha Marcel Arêde, é apresentar o Rei às novas gerações com toda a pompa e circunstância que ele merece. Discografia que merecia ser relançada.

*** “No Embalo do Pinduca” é um lançamento Natura Musical, com a Ná Music e tem incentivo da Lei Semear do Pará. Clique aqui para escutar o disco.

 

 

Playlist do final de semana por Bruno Pedrosa

Postado por Descompasso em 23/07/2016, 10:56:57
Bruno Pedrosa/Divulgação

Bruno Pedrosa/Divulgação

Pedimos para o Dj Bruno Pedrosa uma playlist especial para o final de semana. E ele nos atendeu prontamente com esta maravilha de clássicos fumegantes com Radiohead, Jerry Jones, Fernanda Abreu, Justin Timberlake, etc. O seu único trabalho é apertar o play.