O QUE ROLOU NO GRAMMY 2017

Postado por Dayw Vilar em 13/02/2017, 2:40:16

Com Tathianna Nunes

Sucesso. O que mais poderia se esperar da grande noite da música mundial? A 59ª edição do Grammy Awards foi uma brilhante celebração dos melhores lançamentos da indústria musical em 2016. A maior premiação da música aconteceu neste domingo (12)  antes mesmo da cerimônia principal com a entrega mais de 70 categorias foram entregues no Premiere Ceremony.

Abaixo, nossa cobertura com os highlights da noite!

A big night de premiação da 59ª edição do Grammys começou muito bem, obrigado. A cantora britânica Adele abriu ao som de Hello, um dos hits de 2016, canção do seu mais recente álbum “25”.

Diva da música pop, Adele concorreu em 5 das principais categorias e disputou diretamente com Beyoncé, indicada em nove categorias, seguida por como Ed Sheeran, que cantou Shape of  You, The Weeknd com Daft Punk e o hit I feel it comming.

Curiosidades que só o Grammy releva. Underworld e Loui Vega ainda estão na ativa. Ambos concorriam na categoria de melhor álbum dance, mas perderam a estatueta para  Flume que levou com o disco  “Skin”. E uma pergunta: alguém aqui escutou o último do Weezer? A banda concorria com melhor disco de rock e perdeu o gramofone para “Tell Me I’m Pretty” do Cage The Elephant.

Beyoncé subiu ao palco com dois singles de Lemonade, com Love Drought e Sandcastles, gravidíssima de gêmeos, fez uma performance cheia de discursos, projeções e uma simétrica e milimétrica performance. Na fala de agradecimento pelo prêmio de Melhor Disco Contemporâneo, Bey mandou o recado e a leitura para seu disco, avisando que ele teve a intenção pura de tocar em assuntos necessários e delicados, e que falar sobre representatividade negra nos espaços sociais é uma emergência para um mundo mais igual. Lacrou? Lacrou sim. E ainda falando na Miss Knowles. Ela não venceu todas, ein?

Resultado de imagem para grammy

Dirigido por Ron Howard, o excelente documentário “The Beatles: Eight Days A Week The Touring Years” levou o gramophone na categoria de Melhor Música Em Vídeo desbancando o “Lemonade”. Mais uma disputa acirrada desta edição de 2017. O vencedor da categoria traz entrevistas de Paul McCartney e Ringo Starr e retrata a primeira parte da carreira do quarteto, entre 1962 e 1966. É joia rara para fãs do quarteto de Liverpool.

Fofinho e animado, o apresentador James Corden conseguiu armar um live com J-Lo, John Legend, a fofa Blue Ivy e o super com “Sweet Caroline”. Tudo isso para anunciar Bruno Mars no palco (que tá cada dia me fazendo lembrar mais o groove de Michael Jackson, que performer!). Ele cantou “That’s What I Like”, do seu disco “24K Magic”.

Katy Perry ensinou o que pop pode ser: mensagem e mudança. Performou seu novo single “Chained To The Rhythm” com críticas a Donald Trump. Cercas subiam enquanto ela se apresentava com Skip Marley. “NO HATE”, gritou ao fim.

Resultado de imagem para katy perry chained to the rhythm grammy

O último disco David Bowie, “BlackStar”, rendeu ao camaleão mais 5 Grammys. Bowie levou as estatuetas das categorias de melhor canção de rock,melhor álbum de música alternativa, melhor perfomance rock, melhor projeto gráfico de capa (prêmio compartilhado com o diretor artístico Jonathan Barnbrook) e melhor engenharia musical em um álbum de música não clássica (ao lado de Tom Elmhirst, Kevin Killen, Tony Visconti e Joe Laporta).

Um dos grandes nomes da noite, Adele comandou o momento “facada do coração” com uma homenagem ao seu conterrâneo George Michael. Emocionada, a cantora precisou de uma pausa no meio de sua performance de “Fast Love” e tirou lágrimas de mais da metade da plateia mais desses dois jornalistas que vos escrevem esta cobertura. Foi mais um daqueles momentos que fazem dessa edição inesquecível. A morte de George Michael, ícone pop, pegou todo mundo de surpresa em pleno 25 de dezembro.

Resultado de imagem para Adele george michael

Não deu pro Brasil – representando o país tropical, Caetano Veloso e Gilberto Gil não levaram a estatueta na categoria Melhor Álbum de World Music por “Dois Amigos, um Século de Música: Multishow Live”, registro da turnê que rodou o Brasil, os Estados Unidos e a Europa nos últimos dois anos. O prêmio ficou com o violoncelista chinês Yo-Yo Ma.

Fogo, guitarras e muito rock. Respeito para o encontro de Lady Gaga com o Metallica. Nem a falha técnica do microfone de James Heitfeld roubaria a cena. Que show! Cantaram juntos o clássico “Moth into Flame”. Mais um pra conta de Gaga, que já se apresentou com o Kiss e Rolling Stones. Rockeira, bebê!

Resultado de imagem para gaga metallica grammy stage

Demi Lovato encabeçou a homemagem aos Bee Gees. Cantando “Stayin’ alive”, ela foi intercalada por entradas de Tori Kelly (com “Tragedy”), Little Big Town (com “Saturday Night Fever”) e Andra Day. Impecável e poderoso tributo.

Resultado de imagem para bee gees demi stage

Ninguém menos que Celine Dion anunciou o vencedor da Melhor Canção do Ano. Referenciando Stevie Wonder e seu marido recém-falecido, Celine emocionada convidou Adele, que abocanhou mais uma estatueta com “Hello”. Ela bateu Beyoncé, Bieber, Mike Posner e Lukas Graham.

De arrepiar foi a performance grande grupo do hip hop A Tribe Called Quest e Anderson Pask, Busta Rhymes chamou sírios, palestinos, mulçumanos, mexicanos, derrubou o muro e mandou recado para o “Orange presidente”. Versos poderosos de resistência num momento que pede luta contra o nacionalismo predatório de Trump à frente da Casa Branca.

Bruno Mars voltou ao palco com a banda The Time para a segunda homenagem da noite, desta vez, ao eterno Prince, também falecido em 2016. O espetáculo começou com Prima The Time cantando “Jungle Love” e “The Bird”. Bruno aparece vestindo um terno roxo e cantou uma versão forte de “Lets Go Crazy”, do icônico álbum Purple Rain. Que show!

Tudo foi lindo, exceto o vestido ridículo de Joy Villa (que tem zero importância), mas que quis usar a jaca na cabeça com um vestido bordado com o lema da campanha de Donald Trump, o terrível, “Make America Great Again”.

A noite não teve outro nome que não Adele. Música do ano, Gravação do Ano, Álbum do ano e discursos poderosos. Ela, que teve um hiatus na carreira, uma gravidez, dedicou 4 anos para escrever as canções do 25. Hit após hit e com uma personalidade única, charmosa e bem humorada, Adele cantou da dor e sofrimento ao amor mais solene. You go girl!

Resultado de imagem para adele grammy 2017

Em seu discurso pelo prêmio de Album do ano, Adele citou Beyoncé e sua importância para a música.

Thank you. Hi, guys. Hi. Hi, everyone. Hi. Hi. Hi. Hi. As you can see, it took an army to make me strong and willing again to do it. And I thank you all from the bottom of my heart.

Five years ago, when I was last here, I was so―I was pregnant, and I didn’t know. And I was awarded that shortly after, I found out shortly after, which was the biggest blessing of my life. And in my pregnancy, becoming a mother, I lost a lot of myself. I struggled and I still do struggle being a mom. It’s really hard. But tonight winning this kind of full circle.

But I can’t possibly accept this award, and I’m very humbled and very grateful and gracious but my life is Beyonce, and the album to me, the “Lemonade” album, Beyonce, was so monumental, and so well thought out. And so beautiful and soul bearing and we all got to see another side of you that you don’t always let us see, and we appreciate that. And all us artists adore you. You are our light. And the way that you make me and my friends feel, the way you make my black friends feel is empowering, and you make them stand up for themselves. And I love you. I always have. And I always will. I appreciate it.

The academy, I love you, my manager, my husband, and my son. You’re the only reason I do it. Thank you so much. Thank you very much to everybody.

Premiados:

Song of the Year: “Hello” – Adele

 Album of the Year: 25 – Adele

Record of the year: “Hello” – Adele

Artista Revelação: Chance the Rapper
Best Pop Vocal Album: “25” – Adele
Best Pop Solo Performance: “Hello” – Adele
Best Pop Duo/Group Performance: “Stressed Out” – Twenty One Pilots
Best Rap Song: “Hotline Bling” – Drake
Best Rap/Sung Performance: “Hotline Bling” – Drake
Best Rap Performance: “No Problem” – Chance the Rapper
Best Rap Album: “Coloring Book” – Chance the Rapper
Best R&B Performance: “Cranes In The Sky” – Solange
Best Urban Contemporary Album: “Lemonade”, Beyoncé
Best Traditional R&B Performance: “Angel” – Lalah Hathaway
Best R&B Song: “Lake By The Ocean” – Maxwell
Best Dance Recording: “Don’t Let Me Down” – The Chainsmokers feat. Daya
Best Country Song: “Humble And Kind” – Tim McGraw
Best Country Album: “A Sailor’s Guide To Earth” – Sturgill Simpson
Best Country Solo Performance: “My Church” – Maren Morris
Best Dance/Electronic Album: “Skin” – Flume
Best Country Duo/Group Performance: “Jolene” – Pentatonix Featuring Dolly Parton
Best Rock Performance: “Blackstar” – David Bowie
Best Rock Song: “Blackstar” – David Bowie
Best Traditional Pop Vocal Album: “Summertime: Willie Nelson Sings Gershwin” – Willie Nelson
Best Alternative Music Album: “Blackstar” – David Bowie
Best Rock Album: “Tell me I’m Pretty” – Cage The Elephant
Best Song Written For Visual Media: “Can’t Stop The Feeling!” – Justin Timberlake
Best Score Soundtrack For Visual Media: “Star Wars: The Force Awakens”
Best Musical Theater Album: “The Color Purple” – Danielle Brooks, Cynthia Erivo & Jennifer Hudson
Best Music Video: “Formation” – Beyoncé

 

 

 

 

TUDO PARA ENTENDER E ACOMPANHAR O GRAMMY 2017

Postado por Dayw Vilar em 12/02/2017, 17:41:23

A correria não permitiu, mas antes tarde do que mais tarde ainda. Hoje, a partir das 23h (horário de Brasília), o 69º Grammy Awards vai premiar os melhores da indústria fonográfica de 2016. Beyoncé e Adele lideram as indicações para os prêmios da noite, que homenageará Prince e George Michael.

Resultado de imagem para grammy 2017

2016 não só venceu na categoria caos no mundo e nos desastres pessoais, mas lacrou no quesito excelentes lançamentos musicais. Teve o fantástico “Lemonade”, o “25”, o “Blackstar”, o “Anti”… Só pra começar. Na lista de indicados temos as já citadas Adele e Beyoncé, além de Bowie, Rihanna, Drake, Kanye West, Demi Lovato, Sia, Solange Knowles. A disputa será a verdadeira materialização de “briga de cachorro grande”.

Resultado de imagem para grammy 2017

O show será apresentado pelo carismático e animado e talentoso James Corden (que faz o CarPool Karaoke com as estrelas) e terá shows, muitos shows, shows demais. Katy Perry que lançou esta semana o single “Chained to the Rhythm” vai. Confirmados ainda estão Gaga com a banda Metallica, Bruno Mars, Alicia Keys, John Legend e outros. Abaixo tá o compac da noite!

No Brasil, todo mundo pode acompanhar pela TV a cabo, no canal TNT. Há também a opção se acaompanhar pelo stream do próprio Grammy. Clica aqui!

CONFIRA O RESUMÃO DA NOITE E FAÇAM SUAS APOSTAS!

  • Performances da noite 
    Metallica e Lady Gaga
    Beyoncé
    Adele
    Katy Perry
    The Weeknd e Daft Punk
    John Legend e Cynthia Erivo
    Bruno Mars
    Keith Urban e Carrie Underwood
    A Tribe Called Quest e Anderson .Paak
    Lukas Graham
    Alicia Keys e Maren Morris
    Chance The Rapper
    Sturgill Simpson
    William Bell e Gary Clark Jr.
    Little Big Town
    Demi Lovato, Andra Day e Tori Kelly
    Kelsea Ballerini

 

  • Indicados

Álbum do Ano
Adele – “25″
Beyoncé – “Lemonade”
Drake – “Views”
Justin Bieber – “Purpose”
Sturgill Simpson – “A Sailor’s Guide to Earth”

Gravação do Ano
Adele – “Hello”
Beyonce – “Formation”
Rihanna feat. Drake – “Work”
Twenty One Pilots – “Stressed Out”
Lukas Graham – “7 years”

Música do Ano
Beyoncé – “Formation”
Adele – “Hello”
Mike Posner – “I Took a Pill in Ibiza”
Justin Bieber – “Love Yourself”
Lukas Graham – “7 Years”

Artista Revelação
Kelsea Ballerini
The Chainsmokers
Chance The Rapper
Maren Morris
Anderson .Paak

Melhor Performance Pop Solo
“Hello” — Adele
“Hold Up” — Beyoncé
“Love Yourself” — Justin Bieber
“Piece By Piece” (Idol Version) — Kelly Clarkson
“Dangerous Woman” — Ariana Grande

Melhor Performance Pop de Dupla ou Grupo
“Closer” — The Chainsmokers feat. Halsey
“7 Years” — Lukas Graham
“Work” — Rihanna feat. Drake
“Cheap Thrills” — Sia feat. Sean Paul
“Stressed Out” — Twenty One Pilots

Melhor Álbum Pop Vocal
25 — Adele
Purpose — Justin Bieber
Dangerous Woman — Ariana Grande
Confident — Demi Lovato
This Is Acting — Sia

Melhor Performance de R&B
BJ The Chicago Kid – “Turnin’ Me Up”
Ro James – “Permission”
Musiq Soulchild – “I Do”
Rihanna – “Needed Me”
Solange – “Cranes In The Sky”

Melhor Performance Tradicional de R&B
William Bell – “The Three of Me”
BJ The Chicago Kid – “Woman’s World”
Fantasia – “Sleeping with the One I Love”
Lalah Hathaway – “Angel”
Jill Scott – “Can’t Wait”

Melhor Música de R&B
PartyNextDoor feat. Drake – “Come See Me”
Bryson Tiller – “Exchange”
Rihanna – “Kiss It Better”
Maxwell – “Lake By the Ocean”
Tory Lanez – “Luv”

Melhor Álbum Urban Contemporâneo
Beyoncé – Lemonade
Gallant – Ology
KING – We Are King
Anderson .Paak – Malibu
Rihanna – Anti

Melhor Álbum de R&B
BJ The Chicago Kid – In My Mind
Lalah Hathaway – Lalah Hathaway Live
Terrace Martin – Velvet Portraits
Mint Condition – Healing Season
Mya – Smoove Jones

Melhor Performance de Rap
Chance the Rapper – “No Problem” [feat. 2 Chainz e Lil Wayne]
Desiigner – “Panda”
Drake – “Pop Style” [feat. The Throne]
Fat Joe / Remy Ma – “All the Way Up” [feat. French Montana e Infrared]
Schoolboy Q – “That Part” [feat. Kanye West]

Melhor Performance Vocal de Rap
Beyoncé – “Freedom” [feat. Kendrick Lamar]
Drake – “Hotline Bling”
D.R.A.M. – “Broccoli” [feat. Lil Yachty]
Kanye West – “Ultralight Beam” [feat. Chance the Rapper, Kelly Price, Kirk Franklin e The-Dream]
Kanye West – “Famous” [feat. Rihanna]

Melhor Música de Rap
Fat Joe / Remy Ma – “All the Way Up” [feat. French Montana and Infrared]
Kanye West – “Famous” [feat. Rihanna]
Drake – “Hotline Bling”
Chance the Rapper – “No Problem” [feat. 2 Chainz e Lil Wayne]
Kanye West – “Ultralight Beam” [feat. Chance the Rapper, Kelly Price, Kirk Franklin e The-Dream]

Melhor Álbum de Rap
Chance the Rapper – Coloring Book
De La Soul – and the Anonymous Nobody…
DJ Khaled – Major Key
Drake – Views
Schoolboy Q – Blank Face LP
Kanye West – The Life of Pablo

Melhor Performance Country – SOLO
“Love Can Go to Hell” – Brandy Clark
“Vice” – Miranda Lambert
“My Church” – Maren Morris
“Church Bells” – Carrie Underwood
“Blue Ain’t Your Color” – Keith Urban

Melhor Performance Country – DUO/GRUPO
“Different for Girls” – Dierks Bentley featuring Elle King
“21 Summer” – Brothers Osborne
“Setting the World on Fire” – Kenny Chesney & P!nk
“Jolene” – Pentatonix featuring Dolly Parton
“Think of You” – Chris Young with Cassadee Pope

Melhor Música Country
“Blue Ain’t Your Color – Keith Urban
“Die a Happy Man” – Thomas Rhett
“Humble and Kind” – Tim McGraw
“My Church” – Maren Morris
“Vice” – Miranda Lambert

Melhor Álbum Country
Big Day in a Small Town – Brandy Clark
Full Circle – Loretta Lynn
Hero – Maren Morris
A Sailor’s Guide to Earth – Sturgill Simpson
Ripcord – Keith Urban

Melhor Performance de Rock
“Joe” (Live From Austin City Limits) – Alabama Shakes
“Don’t Hurt Yourself” – Beyoncé e Jack White
“Blackstar” – David Bowie
“The Sound Of Silence” (Live On Conan) – Disturbed
“Heathens” – Twenty One Pilots

Melhor Performance de Metal
“Shock Me” – Baroness
“Silvera” – Gojira
“Rotting In Vain” – Korn
“Dystopia” – Megadeth
“The Price Is Wrong” – Periphery

Melhor Música de Rock
“Blackstar” – David Bowie
“Burn The Witch” – Radiohead
“Hardwired” – Metallica
“Heathens” – Twenty One Pilots
“My Name Is Human” – Highly Suspect

Melhor Álbum de Rock
California – Blink-182
Tell Me I’m Pretty – Cage The Elephant
Magma – Gojira
Death Of A Bachelor – Panic! At The Disco
Weezer – Weezer

Melhor Videoclipe
Beyoncé – “Formation”
Leon Bridges – “River”
Coldplay – “Up & Up”
Jamie xx – “Gosh”
OK Go – “Upside Down & Inside Out”

Melhor Álbum Dance/Eletrônico
Flume – Skin
Jean-Michel Jarre – Electronica 1: The Time Machine
Tycho – Epoch
Underworld – Barbara Barbara, We Face A Shining Future
Louie Vega – Louie Vega Starring…XXVIII

Melhor Álbum de Música Alternativa
Bon Iver – 22, A Million
David Bowie – Blackstar
PJ Harvey – The Hope Six Demolition Project
Iggy Pop – Post Pop Depression
Radiohead – A Moon Shaped Pool

Melhor Álbum World Music
Dois Amigos, Um Século De Música: Multishow Live — Caetano Veloso & Gilberto Gil
Destiny — Celtic Woman
Walking in the Footsteps of Our Fathers — Ladysmith Black Mambazo
Sing Me Home — Yo-Yo Ma & The Silk Road Ensemble
Land of Gold — Anoushka Shankar

Melhor Álbum Jazz Latino
30 — Trio Da Paz
Entre Colegas — Andy González
Madera Latino: A Latin Jazz Perspective on the Music of Woody Shaw — Brian Lynch & various artists
Canto América — Michael Spiro/Wayne Wallace La Orquesta Sinfonietta
Tribute to Irakere: Live in Marciac — Chucho Valdés

Melhor Música Escrita para uma Mídia Visual
“Can’t Stop The Feeling” – Trolls (Justin Timberlake)
“Heathens” – Esquadrão Suicida (twenty One pilots)
“Just Like Fire” – Alice Através do Espelho (Pink)
“Purple Lamborghini” – Esquadrão Suicida (Skrillex & Rick Ross)
“Try Everything” – Zootopia (Shakira)
“The Veil” – Snowden (Peter Gabriel)

Melhor Filme de Música
I’ll Sleep When I’m Dead – Steve Aoki
The Beatles: Eight Days A Week The Touring Years – The Beatles
Lemonade – Beyoncé
The Music Of Strangers – Yo-Yo Ma & The Silk Road Ensemble
American Saturday Night: Live From The Grand Ole Opry

A lista completa de indicados vocês conferem no site oficial do Grammy Awards.

O que Beyoncé, Rihanna e Ariana Grande nos ensinaram sobre a indústria pop em 2016?

Postado por Descompasso em 27/07/2016, 18:48:17

Três lançamentos para desmistificar o lugar de diva pop e aprender sobre talento,

por Dayw Vilar

Rihanna - Anti (2016)

Rihanna – Anti (2016)

2016 tem sido um ano agitado para a indústria pop. Discos superproduzidos e com novas estéticas ganharam as prateleiras e os tops dos principais serviços de streaming em todo o mundo e causaram um grande furor.

O primeiro deles marcou a tão esperada produção de um novo álbum da cantora Rihanna. A morena lançou a bolacha “ANTI” com uma remodelação completa de tudo que tinha feito. Largou o pop e entrou na musicalidade o R&B com passagens pelo trap. É o oitavo disco da carreira de Riri e, com palavras da própria, o disco “mais Rihanna de Rihanna”. Conhecida por ser uma artista de singles, dessa vez, a morena foi em cheio e disparou contra os estigmas e toda sua imagem pré-construída.

Essa quebra vem sendo ensaiada desde o quase-country “Five Four Seconds”, de 2015, seguido pelo trap explícito de “Bitch Better Have My Money” ou ainda com a mensagem forte e extremamente política de “American Oxigen”. Rihanna quis mostrar, e conseguiu, que não é uma artista de rótulos.

Voltando pro “ANTI”, o disco tem uma narrativa pautada na mostra das diferences nuances que ela pode fazer. É um disco-arsenal, muito melódico e cheio de boas referências. Ela brinca de trap, como em “Consideration” e “BBHMM”, em “Kiss It Better” e “Desperado” ela flerta com um moody rock. Tem ainda perfumes de muita emoção com “Love in The Brain” e “Higher” e muita sensualidade com a parceria de Drake em “Work”. Rihanna se libertou e mostrou também seu lado fã com um cover fiel de Same Ol’ Mistakes, de Tame Impala. Disponível no Tidal, “ANTI” não tem rótulos. Não é mais uma coletânea de pops de uma diva pop. É um álbum autoral, bem acabado e com uma características de poucos discos: te prende a atenção por todas as faixas. Inclusive, além do stream e dos CDs e discos, ANTI está em tour pelo mundo, sendo bastante aclamado. Rihanna está lá, como ela sempre quis.

Ariana Grande - Dangerous Woman (2016)

Ariana Grande – Dangerous Woman (2016)

Do outro lado do continente musical, se desenha no horizonte uma remodelação de imagem. Ariana Grande, que saiu – como Britney, Timberlake e Aguillera – de um público teen, acaba de lançar seu “Dangerous Woman”. Li em alguns textos a metáfora Ariana quer ser Grande. Mas ela já era antes.

O prenúncio do seu talento em “My Everything” (2014) foi certeiro. A nova produção tem 15 faixas que diluem ótimas referências, originais por essência, com vários estilos musicais. É bonito de ouvir e ver esse amadurecimento. Como o “ANTI”, tem pouco ou quase nenhum material “dançante”. A faixa que abre o disco tem um clima dos anos 50, Moonlight está ali pra introduzir ao potencial soprano que Ariana é. A moça ainda brinca com splashes de disco em “Greedy” e tem uma excelente – e até madura pra pouca idade, ela tem 22 – com “Macy Grey” em “Leave me Lonely”. Não sou adebto, as circustâncias são outras, mas arrisco falar que ela entra pro time de supertalentos com supervozes e uma sensibilidade musical apurada. O mesmo de Whitney, by the way. Ela ainda tem que comer uns pratos de feijão pra chegar no nível de respeito, mas tem começado muito bem. É uma mulher perigosa, muito grande e muito talentosa.

Beyoncé - Lemonade (2016)

Beyoncé – Lemonade (2016)

Outro superlançamento foi o “Lemonade”, de Beyoncé. Ela, que sem sombra de dúvidas representa bem o conceito de superartista, lançou mais um álbum-conceito-visual e parou a rotação do mundo musical este ano. Era esperado uma superprodução, do mesmo jeito que foi o Beyoncé (2013). Não saiu uma fábrica de hits dançantes – parece que agora o hit não é uma batida frequente e refrões com potencial pra memória – mas saiu um disco com mensagem política, empoderamento e muito conhecimento de si própria.

Quando ela subiu ao palco do SuperBowl e literalmente chocou o mundo com o hit Formation, a gente entendeu que a bolacha seguinte não viria pra brincadeira. Beyoncé amadureceu seu discurso de mulher negra e foi na ferida do preconceito racial que vela a sociedade dos Estados Unidos. Celebrou a beleza dos cabelos negros da sua filha, mostrou o descaso que seu povo sofre ilustrando com o abandono aos reparos provocados pelos tornados New Orleans. Criticou ainda a violência da força policial estadunidense contra cidadãos negros. Mostrou sua origem, mostrou seu recado e esfregou que no mundo capitalista, a melhor vingança – talvez até pessoal – é uma pessoa negra com dinheiro.

A lógica de fortes discursos se repete. Cheio de rumores sobre uma traição do seu marido, o todo poderoso Jay Z, ela avisa que reza para pegar um cochicho ou um momento de vigilância. Denuncia que está desconfiada com a forte “Pray You Catch”. É um álbum muito visceral. Ela sofre a desconfiança, ela lamenta a traição, ela mostra que ama, ela mostra que é forte e independente – financeiramente e principalmente, emocionalmente. Ela brinca com as memórias afetivas e alfineta a apropriação cultural dos elementos da cultura negra – raps, traps, souls cantados por brancos – com um country emocionante em “Daddy Lessions”. Numa pegada rocker, com direito a sample de Led Zeppelim, ela avisa “Don’t Hurt Yourself”, tem desespero e tem raiva nos versos, além da participação de Jack White (ex The White Stripes). Ainda na sofrência, ela lamenta que “Ele só me quer quando eu não estou lá. É melhor chamar Becky do Cabelo Bom”.

Em “Freedom”, a sensação é que a gente se transporta para um grande culto de libertação. Ela canta ao lado de Kendrick Lamar a quebra de correntes, celebra a liberdade com feracidade. Há outras faixas brilhantes. Beyoncé passou em “Lemonade” um perfome de pop, rap, R&B, rock, e de uma visão ímpar: é um disco que canta libertações e dores emocionais, políticas num local de fala essencial para dar coerência ao seu trabalho. Parece uma visão general, universal, mas é apenas um excelente composé feito do ponto de vista de uma mulher negra, forte de si e de suas origens e com força para usar seu talento para mudar realidades e provocar duras reflexões.

Se a inspiração veio de rumores de traição ou da ficção, não dá pra saber. O caminho do disco vai da mágoa à reconciliação do casal. Em faixas como “Hold Up” e “6Inch”, parece perder a potência, mas ainda assim é brilhante. Uma produção digna do seu posto na indústria, produzido com parcerias brilhantes, como o já citado Kendrick Lamar e ainda Jack White, The Weeknd e James Blake. A produção musical competentíssima é de Diplo e Hit Boy. Lembrando que toda essa análise é musical, não há elogios para a superprodução visual. Você pode ouvir a obra pelo Tidal ou ainda, tentar correr atrás dos shows da Formation Tour pelo mundo.

Nessas reviravoltas de mercado, a essência, a origem, a base é essencial. Perceber o potencial de um artista nos convida a sair da nossa caixinha do comodismo e nos permitir as experimentações. São três discos excelentes. Espero que curtam!

*** Dayw Vilar é Jornalista em formação, apaixonado por cultura pop e acredita que arte salva.