O QUE ROLOU NO GRAMMY 2017

Postado por Dayw Vilar em 13/02/2017, 2:40:16

Com Tathianna Nunes

Sucesso. O que mais poderia se esperar da grande noite da música mundial? A 59ª edição do Grammy Awards foi uma brilhante celebração dos melhores lançamentos da indústria musical em 2016. A maior premiação da música aconteceu neste domingo (12)  antes mesmo da cerimônia principal com a entrega mais de 70 categorias foram entregues no Premiere Ceremony.

Abaixo, nossa cobertura com os highlights da noite!

A big night de premiação da 59ª edição do Grammys começou muito bem, obrigado. A cantora britânica Adele abriu ao som de Hello, um dos hits de 2016, canção do seu mais recente álbum “25”.

Diva da música pop, Adele concorreu em 5 das principais categorias e disputou diretamente com Beyoncé, indicada em nove categorias, seguida por como Ed Sheeran, que cantou Shape of  You, The Weeknd com Daft Punk e o hit I feel it comming.

Curiosidades que só o Grammy releva. Underworld e Loui Vega ainda estão na ativa. Ambos concorriam na categoria de melhor álbum dance, mas perderam a estatueta para  Flume que levou com o disco  “Skin”. E uma pergunta: alguém aqui escutou o último do Weezer? A banda concorria com melhor disco de rock e perdeu o gramofone para “Tell Me I’m Pretty” do Cage The Elephant.

Beyoncé subiu ao palco com dois singles de Lemonade, com Love Drought e Sandcastles, gravidíssima de gêmeos, fez uma performance cheia de discursos, projeções e uma simétrica e milimétrica performance. Na fala de agradecimento pelo prêmio de Melhor Disco Contemporâneo, Bey mandou o recado e a leitura para seu disco, avisando que ele teve a intenção pura de tocar em assuntos necessários e delicados, e que falar sobre representatividade negra nos espaços sociais é uma emergência para um mundo mais igual. Lacrou? Lacrou sim. E ainda falando na Miss Knowles. Ela não venceu todas, ein?

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Dirigido por Ron Howard, o excelente documentário “The Beatles: Eight Days A Week The Touring Years” levou o gramophone na categoria de Melhor Música Em Vídeo desbancando o “Lemonade”. Mais uma disputa acirrada desta edição de 2017. O vencedor da categoria traz entrevistas de Paul McCartney e Ringo Starr e retrata a primeira parte da carreira do quarteto, entre 1962 e 1966. É joia rara para fãs do quarteto de Liverpool.

Fofinho e animado, o apresentador James Corden conseguiu armar um live com J-Lo, John Legend, a fofa Blue Ivy e o super com “Sweet Caroline”. Tudo isso para anunciar Bruno Mars no palco (que tá cada dia me fazendo lembrar mais o groove de Michael Jackson, que performer!). Ele cantou “That’s What I Like”, do seu disco “24K Magic”.

Katy Perry ensinou o que pop pode ser: mensagem e mudança. Performou seu novo single “Chained To The Rhythm” com críticas a Donald Trump. Cercas subiam enquanto ela se apresentava com Skip Marley. “NO HATE”, gritou ao fim.

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O último disco David Bowie, “BlackStar”, rendeu ao camaleão mais 5 Grammys. Bowie levou as estatuetas das categorias de melhor canção de rock,melhor álbum de música alternativa, melhor perfomance rock, melhor projeto gráfico de capa (prêmio compartilhado com o diretor artístico Jonathan Barnbrook) e melhor engenharia musical em um álbum de música não clássica (ao lado de Tom Elmhirst, Kevin Killen, Tony Visconti e Joe Laporta).

Um dos grandes nomes da noite, Adele comandou o momento “facada do coração” com uma homenagem ao seu conterrâneo George Michael. Emocionada, a cantora precisou de uma pausa no meio de sua performance de “Fast Love” e tirou lágrimas de mais da metade da plateia mais desses dois jornalistas que vos escrevem esta cobertura. Foi mais um daqueles momentos que fazem dessa edição inesquecível. A morte de George Michael, ícone pop, pegou todo mundo de surpresa em pleno 25 de dezembro.

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Não deu pro Brasil – representando o país tropical, Caetano Veloso e Gilberto Gil não levaram a estatueta na categoria Melhor Álbum de World Music por “Dois Amigos, um Século de Música: Multishow Live”, registro da turnê que rodou o Brasil, os Estados Unidos e a Europa nos últimos dois anos. O prêmio ficou com o violoncelista chinês Yo-Yo Ma.

Fogo, guitarras e muito rock. Respeito para o encontro de Lady Gaga com o Metallica. Nem a falha técnica do microfone de James Heitfeld roubaria a cena. Que show! Cantaram juntos o clássico “Moth into Flame”. Mais um pra conta de Gaga, que já se apresentou com o Kiss e Rolling Stones. Rockeira, bebê!

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Demi Lovato encabeçou a homemagem aos Bee Gees. Cantando “Stayin’ alive”, ela foi intercalada por entradas de Tori Kelly (com “Tragedy”), Little Big Town (com “Saturday Night Fever”) e Andra Day. Impecável e poderoso tributo.

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Ninguém menos que Celine Dion anunciou o vencedor da Melhor Canção do Ano. Referenciando Stevie Wonder e seu marido recém-falecido, Celine emocionada convidou Adele, que abocanhou mais uma estatueta com “Hello”. Ela bateu Beyoncé, Bieber, Mike Posner e Lukas Graham.

De arrepiar foi a performance grande grupo do hip hop A Tribe Called Quest e Anderson Pask, Busta Rhymes chamou sírios, palestinos, mulçumanos, mexicanos, derrubou o muro e mandou recado para o “Orange presidente”. Versos poderosos de resistência num momento que pede luta contra o nacionalismo predatório de Trump à frente da Casa Branca.

Bruno Mars voltou ao palco com a banda The Time para a segunda homenagem da noite, desta vez, ao eterno Prince, também falecido em 2016. O espetáculo começou com Prima The Time cantando “Jungle Love” e “The Bird”. Bruno aparece vestindo um terno roxo e cantou uma versão forte de “Lets Go Crazy”, do icônico álbum Purple Rain. Que show!

Tudo foi lindo, exceto o vestido ridículo de Joy Villa (que tem zero importância), mas que quis usar a jaca na cabeça com um vestido bordado com o lema da campanha de Donald Trump, o terrível, “Make America Great Again”.

A noite não teve outro nome que não Adele. Música do ano, Gravação do Ano, Álbum do ano e discursos poderosos. Ela, que teve um hiatus na carreira, uma gravidez, dedicou 4 anos para escrever as canções do 25. Hit após hit e com uma personalidade única, charmosa e bem humorada, Adele cantou da dor e sofrimento ao amor mais solene. You go girl!

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Em seu discurso pelo prêmio de Album do ano, Adele citou Beyoncé e sua importância para a música.

Thank you. Hi, guys. Hi. Hi, everyone. Hi. Hi. Hi. Hi. As you can see, it took an army to make me strong and willing again to do it. And I thank you all from the bottom of my heart.

Five years ago, when I was last here, I was so―I was pregnant, and I didn’t know. And I was awarded that shortly after, I found out shortly after, which was the biggest blessing of my life. And in my pregnancy, becoming a mother, I lost a lot of myself. I struggled and I still do struggle being a mom. It’s really hard. But tonight winning this kind of full circle.

But I can’t possibly accept this award, and I’m very humbled and very grateful and gracious but my life is Beyonce, and the album to me, the “Lemonade” album, Beyonce, was so monumental, and so well thought out. And so beautiful and soul bearing and we all got to see another side of you that you don’t always let us see, and we appreciate that. And all us artists adore you. You are our light. And the way that you make me and my friends feel, the way you make my black friends feel is empowering, and you make them stand up for themselves. And I love you. I always have. And I always will. I appreciate it.

The academy, I love you, my manager, my husband, and my son. You’re the only reason I do it. Thank you so much. Thank you very much to everybody.

Premiados:

Song of the Year: “Hello” – Adele

 Album of the Year: 25 – Adele

Record of the year: “Hello” – Adele

Artista Revelação: Chance the Rapper
Best Pop Vocal Album: “25” – Adele
Best Pop Solo Performance: “Hello” – Adele
Best Pop Duo/Group Performance: “Stressed Out” – Twenty One Pilots
Best Rap Song: “Hotline Bling” – Drake
Best Rap/Sung Performance: “Hotline Bling” – Drake
Best Rap Performance: “No Problem” – Chance the Rapper
Best Rap Album: “Coloring Book” – Chance the Rapper
Best R&B Performance: “Cranes In The Sky” – Solange
Best Urban Contemporary Album: “Lemonade”, Beyoncé
Best Traditional R&B Performance: “Angel” – Lalah Hathaway
Best R&B Song: “Lake By The Ocean” – Maxwell
Best Dance Recording: “Don’t Let Me Down” – The Chainsmokers feat. Daya
Best Country Song: “Humble And Kind” – Tim McGraw
Best Country Album: “A Sailor’s Guide To Earth” – Sturgill Simpson
Best Country Solo Performance: “My Church” – Maren Morris
Best Dance/Electronic Album: “Skin” – Flume
Best Country Duo/Group Performance: “Jolene” – Pentatonix Featuring Dolly Parton
Best Rock Performance: “Blackstar” – David Bowie
Best Rock Song: “Blackstar” – David Bowie
Best Traditional Pop Vocal Album: “Summertime: Willie Nelson Sings Gershwin” – Willie Nelson
Best Alternative Music Album: “Blackstar” – David Bowie
Best Rock Album: “Tell me I’m Pretty” – Cage The Elephant
Best Song Written For Visual Media: “Can’t Stop The Feeling!” – Justin Timberlake
Best Score Soundtrack For Visual Media: “Star Wars: The Force Awakens”
Best Musical Theater Album: “The Color Purple” – Danielle Brooks, Cynthia Erivo & Jennifer Hudson
Best Music Video: “Formation” – Beyoncé

 

 

 

 

TUDO PARA ENTENDER E ACOMPANHAR O GRAMMY 2017

Postado por Dayw Vilar em 12/02/2017, 17:41:23

A correria não permitiu, mas antes tarde do que mais tarde ainda. Hoje, a partir das 23h (horário de Brasília), o 69º Grammy Awards vai premiar os melhores da indústria fonográfica de 2016. Beyoncé e Adele lideram as indicações para os prêmios da noite, que homenageará Prince e George Michael.

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2016 não só venceu na categoria caos no mundo e nos desastres pessoais, mas lacrou no quesito excelentes lançamentos musicais. Teve o fantástico “Lemonade”, o “25”, o “Blackstar”, o “Anti”… Só pra começar. Na lista de indicados temos as já citadas Adele e Beyoncé, além de Bowie, Rihanna, Drake, Kanye West, Demi Lovato, Sia, Solange Knowles. A disputa será a verdadeira materialização de “briga de cachorro grande”.

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O show será apresentado pelo carismático e animado e talentoso James Corden (que faz o CarPool Karaoke com as estrelas) e terá shows, muitos shows, shows demais. Katy Perry que lançou esta semana o single “Chained to the Rhythm” vai. Confirmados ainda estão Gaga com a banda Metallica, Bruno Mars, Alicia Keys, John Legend e outros. Abaixo tá o compac da noite!

No Brasil, todo mundo pode acompanhar pela TV a cabo, no canal TNT. Há também a opção se acaompanhar pelo stream do próprio Grammy. Clica aqui!

CONFIRA O RESUMÃO DA NOITE E FAÇAM SUAS APOSTAS!

  • Performances da noite 
    Metallica e Lady Gaga
    Beyoncé
    Adele
    Katy Perry
    The Weeknd e Daft Punk
    John Legend e Cynthia Erivo
    Bruno Mars
    Keith Urban e Carrie Underwood
    A Tribe Called Quest e Anderson .Paak
    Lukas Graham
    Alicia Keys e Maren Morris
    Chance The Rapper
    Sturgill Simpson
    William Bell e Gary Clark Jr.
    Little Big Town
    Demi Lovato, Andra Day e Tori Kelly
    Kelsea Ballerini

 

  • Indicados

Álbum do Ano
Adele – “25″
Beyoncé – “Lemonade”
Drake – “Views”
Justin Bieber – “Purpose”
Sturgill Simpson – “A Sailor’s Guide to Earth”

Gravação do Ano
Adele – “Hello”
Beyonce – “Formation”
Rihanna feat. Drake – “Work”
Twenty One Pilots – “Stressed Out”
Lukas Graham – “7 years”

Música do Ano
Beyoncé – “Formation”
Adele – “Hello”
Mike Posner – “I Took a Pill in Ibiza”
Justin Bieber – “Love Yourself”
Lukas Graham – “7 Years”

Artista Revelação
Kelsea Ballerini
The Chainsmokers
Chance The Rapper
Maren Morris
Anderson .Paak

Melhor Performance Pop Solo
“Hello” — Adele
“Hold Up” — Beyoncé
“Love Yourself” — Justin Bieber
“Piece By Piece” (Idol Version) — Kelly Clarkson
“Dangerous Woman” — Ariana Grande

Melhor Performance Pop de Dupla ou Grupo
“Closer” — The Chainsmokers feat. Halsey
“7 Years” — Lukas Graham
“Work” — Rihanna feat. Drake
“Cheap Thrills” — Sia feat. Sean Paul
“Stressed Out” — Twenty One Pilots

Melhor Álbum Pop Vocal
25 — Adele
Purpose — Justin Bieber
Dangerous Woman — Ariana Grande
Confident — Demi Lovato
This Is Acting — Sia

Melhor Performance de R&B
BJ The Chicago Kid – “Turnin’ Me Up”
Ro James – “Permission”
Musiq Soulchild – “I Do”
Rihanna – “Needed Me”
Solange – “Cranes In The Sky”

Melhor Performance Tradicional de R&B
William Bell – “The Three of Me”
BJ The Chicago Kid – “Woman’s World”
Fantasia – “Sleeping with the One I Love”
Lalah Hathaway – “Angel”
Jill Scott – “Can’t Wait”

Melhor Música de R&B
PartyNextDoor feat. Drake – “Come See Me”
Bryson Tiller – “Exchange”
Rihanna – “Kiss It Better”
Maxwell – “Lake By the Ocean”
Tory Lanez – “Luv”

Melhor Álbum Urban Contemporâneo
Beyoncé – Lemonade
Gallant – Ology
KING – We Are King
Anderson .Paak – Malibu
Rihanna – Anti

Melhor Álbum de R&B
BJ The Chicago Kid – In My Mind
Lalah Hathaway – Lalah Hathaway Live
Terrace Martin – Velvet Portraits
Mint Condition – Healing Season
Mya – Smoove Jones

Melhor Performance de Rap
Chance the Rapper – “No Problem” [feat. 2 Chainz e Lil Wayne]
Desiigner – “Panda”
Drake – “Pop Style” [feat. The Throne]
Fat Joe / Remy Ma – “All the Way Up” [feat. French Montana e Infrared]
Schoolboy Q – “That Part” [feat. Kanye West]

Melhor Performance Vocal de Rap
Beyoncé – “Freedom” [feat. Kendrick Lamar]
Drake – “Hotline Bling”
D.R.A.M. – “Broccoli” [feat. Lil Yachty]
Kanye West – “Ultralight Beam” [feat. Chance the Rapper, Kelly Price, Kirk Franklin e The-Dream]
Kanye West – “Famous” [feat. Rihanna]

Melhor Música de Rap
Fat Joe / Remy Ma – “All the Way Up” [feat. French Montana and Infrared]
Kanye West – “Famous” [feat. Rihanna]
Drake – “Hotline Bling”
Chance the Rapper – “No Problem” [feat. 2 Chainz e Lil Wayne]
Kanye West – “Ultralight Beam” [feat. Chance the Rapper, Kelly Price, Kirk Franklin e The-Dream]

Melhor Álbum de Rap
Chance the Rapper – Coloring Book
De La Soul – and the Anonymous Nobody…
DJ Khaled – Major Key
Drake – Views
Schoolboy Q – Blank Face LP
Kanye West – The Life of Pablo

Melhor Performance Country – SOLO
“Love Can Go to Hell” – Brandy Clark
“Vice” – Miranda Lambert
“My Church” – Maren Morris
“Church Bells” – Carrie Underwood
“Blue Ain’t Your Color” – Keith Urban

Melhor Performance Country – DUO/GRUPO
“Different for Girls” – Dierks Bentley featuring Elle King
“21 Summer” – Brothers Osborne
“Setting the World on Fire” – Kenny Chesney & P!nk
“Jolene” – Pentatonix featuring Dolly Parton
“Think of You” – Chris Young with Cassadee Pope

Melhor Música Country
“Blue Ain’t Your Color – Keith Urban
“Die a Happy Man” – Thomas Rhett
“Humble and Kind” – Tim McGraw
“My Church” – Maren Morris
“Vice” – Miranda Lambert

Melhor Álbum Country
Big Day in a Small Town – Brandy Clark
Full Circle – Loretta Lynn
Hero – Maren Morris
A Sailor’s Guide to Earth – Sturgill Simpson
Ripcord – Keith Urban

Melhor Performance de Rock
“Joe” (Live From Austin City Limits) – Alabama Shakes
“Don’t Hurt Yourself” – Beyoncé e Jack White
“Blackstar” – David Bowie
“The Sound Of Silence” (Live On Conan) – Disturbed
“Heathens” – Twenty One Pilots

Melhor Performance de Metal
“Shock Me” – Baroness
“Silvera” – Gojira
“Rotting In Vain” – Korn
“Dystopia” – Megadeth
“The Price Is Wrong” – Periphery

Melhor Música de Rock
“Blackstar” – David Bowie
“Burn The Witch” – Radiohead
“Hardwired” – Metallica
“Heathens” – Twenty One Pilots
“My Name Is Human” – Highly Suspect

Melhor Álbum de Rock
California – Blink-182
Tell Me I’m Pretty – Cage The Elephant
Magma – Gojira
Death Of A Bachelor – Panic! At The Disco
Weezer – Weezer

Melhor Videoclipe
Beyoncé – “Formation”
Leon Bridges – “River”
Coldplay – “Up & Up”
Jamie xx – “Gosh”
OK Go – “Upside Down & Inside Out”

Melhor Álbum Dance/Eletrônico
Flume – Skin
Jean-Michel Jarre – Electronica 1: The Time Machine
Tycho – Epoch
Underworld – Barbara Barbara, We Face A Shining Future
Louie Vega – Louie Vega Starring…XXVIII

Melhor Álbum de Música Alternativa
Bon Iver – 22, A Million
David Bowie – Blackstar
PJ Harvey – The Hope Six Demolition Project
Iggy Pop – Post Pop Depression
Radiohead – A Moon Shaped Pool

Melhor Álbum World Music
Dois Amigos, Um Século De Música: Multishow Live — Caetano Veloso & Gilberto Gil
Destiny — Celtic Woman
Walking in the Footsteps of Our Fathers — Ladysmith Black Mambazo
Sing Me Home — Yo-Yo Ma & The Silk Road Ensemble
Land of Gold — Anoushka Shankar

Melhor Álbum Jazz Latino
30 — Trio Da Paz
Entre Colegas — Andy González
Madera Latino: A Latin Jazz Perspective on the Music of Woody Shaw — Brian Lynch & various artists
Canto América — Michael Spiro/Wayne Wallace La Orquesta Sinfonietta
Tribute to Irakere: Live in Marciac — Chucho Valdés

Melhor Música Escrita para uma Mídia Visual
“Can’t Stop The Feeling” – Trolls (Justin Timberlake)
“Heathens” – Esquadrão Suicida (twenty One pilots)
“Just Like Fire” – Alice Através do Espelho (Pink)
“Purple Lamborghini” – Esquadrão Suicida (Skrillex & Rick Ross)
“Try Everything” – Zootopia (Shakira)
“The Veil” – Snowden (Peter Gabriel)

Melhor Filme de Música
I’ll Sleep When I’m Dead – Steve Aoki
The Beatles: Eight Days A Week The Touring Years – The Beatles
Lemonade – Beyoncé
The Music Of Strangers – Yo-Yo Ma & The Silk Road Ensemble
American Saturday Night: Live From The Grand Ole Opry

A lista completa de indicados vocês conferem no site oficial do Grammy Awards.

OPINIÃO: GAGA ESVAZIOU O SENTIDO DE SER POP NA NOITE DO SUPER BOWL

Postado por Dayw Vilar em 06/02/2017, 17:09:12
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Crédito: Darron Cummings/AP

Há quem grite: “Lady Gaga tá viva!”. “Ela voltou pro pop”. Mas muita coisa me inquietou em todos os 13 minutos do precioso halftime show do Super Bowl na noite do último domingo (5).

Primeiro, para entender a cena, precisamos ter em mente:  um bom começo, antes de tudo, é uma olhada o cenário civil e político instável  na democracia nos Estados Unidos com a subida de Trump à Casa Branca. Menos de um mês de mandato e o republicano já não tem apoio incondicional do seu partido, fala mais abobrinha no Twitter que adolescente birrento, já ameaça direitos de pessoas LGBTQ*s, direitos femininos, atacou ainda vários líderes e etnias bloqueando a entrada de imigrantes no país num ataque claro os povos mulçumanos. É o começo pra uma hecatombe! E segundo, o Super Bowl é o colchão macio e fofinho onde apenas bilhões de espectadores do mundo, incluindo toda a parcela conservadora que elegeu Trump, param para ver TV.

Uma tela branca perfeita pra Gaga, que é reconhecida pela ousadia, dar o recado que uma massiva maioria (a mesma que teve votos a mais que Trump e não elegeu Hilary, a mesma que está nas ruas de várias cidades e na porta dos principais aeroportos dos EUA), esperava. Pop é agressivo, é político, é pra deixar a gente nervoso e eufórico.

Vi em alguns portais de música que a mensagem vinha por trás. Pra mim e pra muita gente que sabe ver as coisas, foi nítida. Carinho no conservadorismo e não marcação de posição, há quem diga que isso seja fugir da raia. Gaga começa cantando God Bless America, o que melhor poderia abrir o show senão uma lembrança de religião atrelada à política? Lindo o fundo com mais de cem drones formando a bandeira do seu país.

Pulo magistral suspensa nos cabos de aço do topo do estádio até o palco no meio do campo e e metralhadora de hits começa: Poker Face, Born This Way, Telephone, Just Dance, Million Reasons e Bad Romance. Tecnicamente e musicalmente perfeita. Mas se música fosse só isso, nada teria sentido. Eu cantei todas, são excelentes. Mas fiquei esperando o tchan. A coisa que me faria gritar um EITA!

Quem não lembra o caos que Beyoncé provocou na cota racista quando levou elementos como as Panteras Negras, Malcom X e os versos agressivos de Formation ano passado? Num passado mais distante, o que foi o disco American Life e o clipe censurado pela Casa Branca quando no meio da Guerra do Iraque Madonna colocou a cara de G.W. Bush? Isso é pop!

Em Joanne, novamente, ela arrasou na técnica. Mas era um álbum branco, de uma garota rica, loira, vestida de rosa, tocando country e rock, tímida e com um terço na mão, não poderíamos esperar revolução. Seu posicionamento ali já tinha sido um recado. A preocupação com vendas e não com a arte que tanto defende se confrontam muito.

A fanbase littlemonster precisa refletir, artista representa mais do que sua música. E não é um ato de imposição por postura, isso deveria ser inerente à sua existência e missão de provocar sentidos.

Mais uma vez, NÃO EXISTE PROTESTO NÃO ÓBVIO E DISCRETO. Como pontuou o colega jornalista Schneider Carpegianni:  “protesto tem de ter confusão, gente passando mal, correndo, desmaio, grito e cartaz raivoso. Sutileza e revolução não combinam”.

Eu me senti convidado para um show de boate, uma aura meio Las Vegas, coisa saudosista dos valores tradicionais discretos e fora do meio. Desapontado, mas nunca surpreso.

 

Reinado do pop em polvorosa: Gaga voltou!

Postado por Descompasso em 15/09/2016, 13:52:52

Alerta pop! por Dayw Vilar

Disco-rock, frenética, confusa e autêntica. Depois de um hiato de três anos, Lady Gaga encanta com o single Perfect Illusion.

Lady Gaga/Divulgação

Reprodução da capa de Perfect Ilusion de Lady Gaga

 

Refrão chiclete, batidas e uma levada frenética. Essa é a receita de um bom artista pop. Pincela duas melodias mais lentas e voilá, temos um bom álbum. Parece ser fácil, mas as idas e vindas da indústria musical é uma grande montanha russa e se manter de pé é tarefa para poucos.

Parecia cega no meio de tiroteio, com bom uso da expressão popular. Lady Gaga, que quebrou a indústria pop com seus hits chicletes em “The Fame” (2009), parecia ter se esgotado depois da péssima repercussão do seu último álbum, “ArtPop” (2013). A carreira já não ia bem desde o fim da turnê “Born This Way Ball”. Ganhara peso, fraturara o quadril. A última bolacha não agradou.

Três anos se passaram. Fez disco de jazz com a lenda Tonny Bennet (Cheek to Cheek), música para documentário, apresentações bem vocalizadas como o hino dos Estados Unidos no SuperBowl este ano, ou ainda a emocionante performance de “Til it happens to you” no Oscar em 2016. Fãns pediam sua volta para o pop. A descendência da carreira teve direito a todas as prerrogativas de uma superstar e parece que o hiatus acabou.

No fim do mês passado eu já tinha antecipado que ela anunciara um novo álbum para 2016. No último dia 1, ela lançou no Instagram o nome do single de reestreia, vamos chamar assim. Ouvindo seu conselheiro-mor, Elton John, Lady Gaga voltou para o básico. Mas calma, nada tão básico assim, afinal. Perfect Illusion, que chegou aos charts na última sexta (9) é co-escrita com Mark Ronson (o mesmo de Uptown Funk), Bloodpop e Kevin Parker, da australiana Tame Impala.

Parece confusa, mas é delirante. Essa é a primeira impressão ao ouvir a música. Tem um perfume das três eras que já vimos Gaga passar. É um pop sobre desilusão amorosa e a necessidade de acordar. É tipo quando você compra uma Coca-cola Zero e se sente frustrado com aquele sabor triste e precisa mudar a situação azap. Tem muita guitarra misturada com sintetizadores, lembrando um pouco a fase Born This Way. Tem muitos vocais – coisa que ela trouxe do disco Artpop. Parece uma grande explosão de som. A levada disco-pop te conquista na maravilhosa intro de 30segundos. Os vocais não são tratados, naturais até demais e isso lhe conferiu a autenticidade para a produção.

‘Tentando manter o controle’, Gaga canta, ‘A pressão começa a fazer efeito’. É dançante, um beat robótico matador, tem uma coisa punk no meio. E é confusa quando eu digo que dá para dançar no meio da desilusão amorosa. Tem horas que você não sabe se é uma música triste, feliz, paranoica ou estática. É algo que te leva pra cima e atropela ao mesmo tempo.

No more words, apenas ouçam.

E ah, durmam com essa bronca: a quinta bolacha de Gaguinha tem um dueto confirmado com Florence Weltch. Soltei e saí correndo. The bitch is fucking back!

Jogo Rápido

Britney Spears também voltou: No disco voltou bem, na verdade. Glory trouxe 17 faixas incríveis, com uma Brit repaginada e quase pronta para retomar o lugar de princesinha do pop. Mas sua fragilidade emocional não é mais desculpa pra gente aceitar a performance de Make Me no VMA, por exemplo. É disco pra ouvir e nunca pra esperar ela de volta quebrando tudo – ela só nos enganou no Billboard Awards. Parecia travada no palco e nunca vai cantar ao vivo. Voltando à bolacha, o disco é para jogar cabelo e sensualizar muito. Esqueçam o single e rebolem muito com If i’m dancing.

Novinha ft Ousada: Quem se engana com a carinha de santa de Ariana Grande nem imagina a #safadezaoculta que é seu novo single Side to Side. A canção, estrelada junto com Nicki Minaj, também apareceu na cerimômia do VMAs 2016 e deixou a gente meio atordoado – embora ela insista naquele rabo de cavalo no alto da cabeça com muita roupa e decór cor-de-rosa para fazer a ninfetinha. Poetizando o babado, é quando a gente faz muita estripulia na cama e fica sem andar direito no dia seguinte. Foi o maior auê. Tá me parecendo a Milley Cirus se livrando da era Disney pendurada na wrecking ball com a língua de fora.