EVSTORE RECEBE MAIS UMA EDIÇÃO POCKET DA CONFRARIA DO VINIL

Postado por Descompasso em 08/05/2017, 13:18:03

Ev Store recebe mais uma edição da Confraria do Vinil. Foto: EvStore/Divulgação

Os apaixonados pelo bom e velho LP podem comemorar. No dia 13 de maio, às 15h, a Evstore recebe a segunda edição pocket da Confraria do Vinil. Aberta ao público, a feira irá reunir álbuns e compactos de artistas nacionais e internacionais, de diferentes estilos e época.

“Queremos fazer uma feira compacta, de bairro, para quem curte um som de vinil e está em busca de raridades que garimpamos em brechós e outros eventos como este que participamos”, comenta Ivanildo Berardo, idealizador da Confraria ao lado de Daniel Hazin.

A Pocket Confraria do Vinil irá reunir 05 expositores e, além da comercialização, os participantes também estão liberados para trocar títulos. O som do sábado fica por conta dos Dj’s Guilherme Gatis, Setenta Polegadas e Plutão.

A Ev Store fica na Rua Conselheiro Portela, 417.

Confraria do Vinil/Divulgação

Confraria do Vinil: por iniciativa de Daniel Hazin Pires, a Confraria do Vinil surgiu em 2012 com a missão de juntar colecionadores e vendedores (sebistas) de discos em encontros periódicos. A ideia é fomentar audições, exposições e escambo de informações e “bolachas”. A Confraria do Vinil já realizou edições no Shopping Sitio da Trindade (junto à Passa Disco), Paço Alfândega, Caruaru Shopping, Shopping Recife, Plaza Shopping, Clube Português etc.

SERVIÇO:

Confraria do Vinil na Ev Store

Quando: 13 de maio

Horário: 15h30

Com os  Dj’s Guilherme Gatis, Setenta Polegadas e Plutão.

Romero Ferro faz pré lançamento no FIG

Postado por Descompasso em 20/07/2016, 20:42:06

unnamed (1)

(Foto: Divulgação Romero Ferro)

Mergulhado na estética sonora e visual dos anos oitenta, Romero Ferro faz pré lançamento do seu próximo disco, Arsênico, no dia 23, às 21h, na Praça Mestre Dominguinhos, dentro da programação do Festival de Inverno de Garanhuns. A noite vai ser das boas. No mesmo palco sobem artistas consagrados como, Cátia de França, Xangai, Elba Ramalho e Zeca Baleiro.

Romero é desses artistas da nova geração que tem conquistado público pelos caminhos da internet. Só no seu canal no Youtube, já são mais de 250 mil visualizações. No currículo, apresentações em festivais como o MADA  (RN), Móbile (PB) e Janeiro de Grandes Espetáculos (PE).

Arsênico conta com produção musical do carioca Diogo Strauzs (Alice Caymmi e Chay Suede) e conta com participações Patrick Laplan (Ex-Los Hermanos) nas baterias, Guilherme Eira nas guitarras, Nego Henrique (Ex-Cordel do Fogo Encantado) nas percussões, e o trio de metais composto por Nilsinho Amarantes (Trombone), Fabinho Costa (Trompete) e Liudinho Souza (Sax).

No show do FIG, serão seis músicas inéditas intercaladas com outras canções do seu repertório autoral, como, Sangue e Som.

 

 

Alceu, 70 anos – até falamos de música

Postado por Descompasso em 11/07/2016, 14:54:51
Alceu Valença/Alceuvalenca.com

Alceu Valença/Alceuvalenca.com.br

“A responsabilidade do artista é manter-se fiel à sua arte”

“Meu pensamento é eminentemente político”

“Costumo dizer que eu sou um espelho do meu povo”

“Na minha opinião, um artista não deve ter ídolos. A partir do momento em que ele se inspira em outro artista, ele se torna carne de segunda”

Essas declarações foram garimpadas de uma longa e boa prosa com Alceu, pernambucano de São Bento do Una, agreste, que completou 70 anos no dia 1o de julho desse ano. 

Muito obrigado, mestre. Desfrute.

Alceu, você tem uma peculiaridade que raros artistas da música alcançam, de ser ídolo de crianças, idosos, pobres, ricos, sulistas, nordestinos… além do reconhecimento internacional. A que você deve isso?

Costumo dizer que eu sou como um espelho do meu povo. Eu me reflito nele e ele se reflete em mim. Creio que tenha a ver com o fato de eu ser um artista original, que jamais fiz concessão ao comercialismo barato, às imposições das gravadoras, aos caprichos do mercado. Minha arte é íntegra, verdadeira, devotada. Nunca abri mão das minhas convicções nem nunca deixei que pensassem por mim. Tenho total controle sobre minha obra, minhas escolhas estéticas. E sempre tive este compromisso com a música de Pernambuco, com a cultura do Nordeste. Eu sou eu e as minhas circunstâncias, como diria o filósofo Ortega y Gasset.

Você é considerado por muitos, quase consenso, como o principal artista popular pernambucano vivo, o que isso representa? Considera uma grande responsabilidade?

A responsabilidade do artista é manter-se fiel à sua arte. Esta sempre foi a minha tônica. É como eu dizia aos executivos das gravadoras quando estes vinham com fórmulas mirabolantes e duvidosas de vendagem: vocês precisam pensar mais nos pontos de vista do que nos pontos de venda. Nasci numa região muito próxima a de Luiz Gonzaga e assimilei diretamente na fonte os elementos que constituíram sua obra. Desde menino assistia aos cantadores, emboladores, coquistas, violeiros, cordelistas, nas feiras do interior. Depois, por volta dos 8 anos, minha família mudou-se para Recife e eu pude assimilar a cultura da zona da mata e do litoral. Foi aí que o frevo e o maracatu entraram na minha vida e passaram a integrar minhas referências artísticas. Digo que, enquanto existirem fronteiras, eu sou, antes de tudo, são bentense. Depois sou pernambucano, agrestino, nordestino, brasileiro. E por isso mesmo sou um ser planetário.

Alceu Valença/Arquivo Pessoal

Alceu Valença/Arquivo Pessoal

A cabeça de um homem de 70 anos, no seu caso, é mais jovem que a de um homem de 20? É nítido que você continua sendo um artista criativo inquieto e que nunca abandonou a estrada. 

AV – Sinto-me como se tivesse sete anos de idade. É setenta invertido (risos). Me cuido muito, caminho todos os dias, não fumo nem bebo, mantenho uma alimentação equilibrada e alcalina. Para você ter uma ideia, quando fomos gravar o DVD Vivo! Revivo! (sai em setembro pela gravadora Deck), no ano passado, eu usei a mesma roupa do show original, realizado em 1976! E ela coube perfeitamente, nem um quilo a mais. Outro fator que me rejuvenesce é o palco. Toda vez que estou nele volto a ser o menino de São Bento do Una que, aos seis anos, subia para dar cambalhotas no palco do Cine Rex. Já combinei com Deus que vou viver até os 140 anos, sempre em cima do palco. Pode apostar.

Você sente vontade de modificar letras já consolidadas?

Antes de ser cantor e compositor, sou poeta. Recentemente, lancei um livro de poemas (“O Poeta da Madrugada”, editora Chiado) onde incluo diversas letras de canções que funcionam como poesia independente da música. É raro acontecer de eu renegar algum verso que tenha escrito no passado. Às vezes implico um pouco com “a fumaça do cigarro” da letra de “Sete Desejos”, porque parei de fumar (risos). Ou com o tom um tanto pessimista da letra de “Andar, Andar”, porque sigo acreditando no potencial e no futuro do Brasil. Fiz uma pequena modificação nos versos de “Flor de Tangerina”, que está novela Velho Chico, a pedido do diretor Luiz Fernando Carvalho, para que a letra estivesse em sintonia com a trama. Mas foi pouca coisa, nada que descaracterizasse a força poética da canção.

Você é influenciado por Gonzaga e Jackson. Você concorda que Jackson do Pandeiro é um artista muito citado e pouco visitado? Fora os dois, que mais influenciou sua personalidade musical?

Jackson e Gonzaga são influências, mas não chegam a ser ídolos. Na minha opinião, um artista não deve ter ídolos. A partir do momento em que ele se inspira em outro artista, ele se torna carne de segunda. Certa vez, há muitos anos, perguntei ao Hermeto Paschoal o que ele costumava escutar em casa. Ele me disse: nada, para não me influenciar (risos). Eu sou um pouco assim também. Quando fui fazer meu filme (“A Luneta do Tempo”), tomei algumas aulas básicas sobre roteiro, sobre a linguagem do cinema. Quando percebi que já estava mais familiarizado com o tema, abandonei as aulas para não ficar influenciado por este ou aquele diretor. Com a música acontece algo semelhante. Sobre Jackson, ao lado de quem cantei em dois festivais (no FIC de 1972, com “Papagaio do Futuro” e no Festival da TV Tupi, com “Coração Bobo”, em 1979) e em uma série de shows para o Projeto Pixinguinha (em 1978), é um grande mestre. Ele dizia: “para cantar frevo, tem que ter queixada”. Me incentivou a cantar o gênero e me ajudou a descobrir que eu tinha queixada, ou seja, a capacidade de articular bem as palavras num gênero tão sincopado e acelerado como o frevo. Já Gonzaga foi um dos primeiros a elogiar meu trabalho: “é uma banda de pife elétrico”, ele dizia.

Seu filme “Luneta do Tempo” é pura poesia, você sentia a necessidade de contar de uma forma diferente parte da história do cangaço. O filme tem movimentos de câmera modernos e e fotografia impecável, você tomou a iniciativa de estudar roteiro e mergulhar no universo do cinema. Pegou o gosto? Já tem novos projetos engatilhados? 

Costumo diferenciar arte de entretenimento. É claro que o cinema também é diversão, mas acredito numa arte que aprofunde questões, suscite debates, emocione as pessoas. Minha arte sempre se aproxima da reflexão, seja na música, na poesia, agora no cinema. É uma arte espontânea de um criador que não vai pela cabeça de ninguém. Foram 14 anos trabalhando neste filme, desde a elaboração do roteiro até as duas etapas da filmagem (em 2009 e 2011), passando pela direção,  montagem e a finalização. O filme tem um país político também, a partir do momento em que ele questiona o papel mítico de Lampião. É uma visão diferente das apresentadas anteriormente sobre o mito de Virgulino. E escolhi um viés lírico, poético, mais ainda assim político. Vislumbro um Lampião onírico que não conseguiu superar as dores do mundo mesmo depois de morto. Sou de uma geração que vivenciou e debateu política ativamente. Meu pensamento é eminentemente político. É uma abordagem completamente diferente de todas as que já se fez sobre o cangaço. Acho que o filme toca sobretudo os amantes da arte. Não sou pelo entretenimento fácil, mas pela arte verdadeira. As pessoas me incentivam a filmar novamente, mas eu mesmo não tenho certeza. Quando me proponho a fazer algo, aquilo se torna quase como uma obsessão para mim. Se aparecer um projeto que me envolva tanto quanto a Luneta, quem sabe?

Alceu Valença/Alceuvalenca.com.br

Alceu Valença/Alceuvalenca.com.br

Como você avalia o momento político brasileiro? Você vê esperança na juventude que não abre mão de direitos? Você percebe um avanço reacionário no mundo ou acha que é um movimento cíclico? Que recado você daria para o povo brasileiro?

Há alguns dias publiquei um texto no Facebook que resume meu sentimento sobre a crise política em que o país está mergulhado, bem como as oportunidades que podem surgir daí. Vou reproduzir ele aqui pra você:

“Demorei bastante para me manifestar sobre a gravidade de nossas questões políticas. Sou elétrico de nascença, mas devido à complexidade dos fatos e da necessidade de uma análise mais consistente, caminhei com muito cuidado, fazendo pausas para reflexões a observar, com prudência, os fatos que vêm se revelando dia após dia. Esse processo doido continua ativo e muita história ainda será vomitada, mas, hoje, já tenho meu diagnóstico. Aliás, há muito já discutia sobre a necessidade de uma ampla reforma estrutural e política. As regras que conduzem as eleições no país favorecem a corrupção, desvirtuam e desmoralizam a nossa jovem e imatura democracia. As legendas, com raríssimas exceções, estão comprometidas do pé ao pescoço, da razão até a alma, e vitaminam a plutocracia instituída no Brasil. Não existe saída. Capital, dinheiro não têm ideologia. Sua gula desenfreada é crescer e ganhar sempre mais. É irracional. Não é bom, nem ruim.
Pensamos, logo existimos, não é verdade? O pensamento, os valores deveriam ser protagonistas e não o dinheiro. É tão claro, lógico e insofismável. Um empresário pode até simpatizar com um político pelo programa do partido ao qual ele pertence. Poderia dar contribuições nas respectivas campanhas públicas. Mas, simpatia de 10, 20 milhões de reais? No fundo, é um investimento ou um fundo de investimento? Depois virão obras, muitas vezes superfaturadas, para devolver e multiplicar o que fora “doado”. O político bem relacionado no “high society”, certamente, gozará de melhores oportunidades para se eleger.

A democracia já começa marcada pela desigualdade.

É o troco,
é a troca,
é o trocado,
é o truque do dinheiro doado
ou investido?
É o sistema corrompendo
o indivíduo.
É a sangria desatada.
Bandidos.

As reformas não devem se restringir apenas `a questão do financiamento das campanhas. Já demos alguns passos favoráveis com o fim da reeleição, que se mostrou prejudicial à dinâmica da gestão pública. Mas outras questões devem ser levantadas e amplamente discutidas. Penso também na urgência de uma reorganização estrutural, na desburocratização responsável, na agilidade e eficiência da máquina pública.
É preciso regulamentar a mídia com muita, muita prudência para não sufocar a liberdade de expressão.
É preciso priorizar a cultura brasileira sem, contudo, nos fecharmos para o mundo globalizado. Somos seres planetários, mas, por enquanto, ainda existem fronteiras, barreiras culturais e econômicas. Precisamos cuidar do que é nosso.
É preciso ter uma economia eficiente, mas que observe as questões sociais que se arrastam há séculos.
É preciso caminharmos adiante e progredir, respeitando a natureza e implementando o desenvolvimento sustentável.
É preciso mais tolerância.
É preciso entender que só a diversidade é capaz de promover o desenvolvimento da nossa sociedade.
É preciso respeitar as diferenças.
É preciso mais solidariedade e mais união.
Finalizando, se quiserem ir às ruas exigir as reformas necessárias para o fortalecimento real do nosso país, me avisem. Estarei junto!”

Um livro que você indica?

“Casa Grande & Senzala”, de Gilberto Freyre, é uma leitura marcante para mim. Em 1979 eu me sentia desincompatibilizado com as gravadoras e fui morar um ano em Paris. Lá, me embrenhei na biblioteca de um amigo, que possuía toda a obra de Freyre. Este contato mais profundo com seus livros me impulsionou a mergulhar nas minhas próprias origens e me influenciou a compor “Coração Bobo”, que se tornou meu primeiro grande sucesso nacional. Indico ainda o meu livro de poemas, “O Poeta da Madrugada” e o livro “Por Trás da Luneta”, de Julio Moura, sobre os bastidores da filmagem da “Luneta do Tempo”. Ambos saíram em 2015 pela editora portuguesa Chiado. E indico Fernando Pessoa, sempre.

Luneta do Tempo/Divulgação

Luneta do Tempo/Divulgação

Um filme?

Indico a “Luneta do Tempo” mesmo, pelos motivos que falei acima. Cito também filmes de Claudio Assis (“Amarelo Manga”), Lirio Ferreira (“Árido Movie”) e Marcelo Gomes (“Cinema, Aspirinas e Urubus”), integrantes desta geração talentosíssima de Recife que modificou a maneira de se pensar e fazer cinema no Brasil. Dentre os estrangeiros, dois filmes que me marcaram foram “A Noite Americana”, de François Truffaut, com Jacqueline Bisset, lindíssima; e “Acossado”, de Godard, com Jean Seiberg e Jean Pierre Belmondo. Na época de adolescente, eu me achava feio e desajeitado com as mulheres. Quando Belmondo surgiu, todo mundo me achava parecido com ele e isso melhorou meu status e minha autoestima. Na saída das sessões do filme, no Cinema São Luiz, chegava a imitá-lo, passando o polegar sobre os lábios, como ele fazia em “Acossado”. As mocinhas deliravam (risos).

Para quando podemos esperar um novo disco de músicas inéditas?

Tenho gravado alguns singles. Gravei o “Frevo da Lua”, que depois entrou no álbum “Amigo da Arte”. Gravei uma música chamada “Quando o Amor vai Embora”, lançada como single digital pela Deck. Ela originalmente estava na trilha da “Luneta do Tempo”, mas acabou ficando fora do filme. Há dois anos gravei “Sala de Reboco”, do repertório de Luiz Gonzaga, em dueto com a Lucy Alves (clipe). Agora recriei “Flor de Tangerina” para a trilha de Velho Chico e também gravei “Moça Bonita”, de Geraldo Azevedo e Capinam, para a trilha da novela. Quem sabe não faço mais algumas e reúno todas elas em um novo disco? É uma ideia. O problema é que, com honrosas exceções, as rádios não tocam mais música brasileira. Só se fala em playlist, quase sempre para tocar enlatados americanos. O Brasil precisa urgentemente redescobrir sua trilha sonora.

Só podemos dizer, vida longa Alceu!

Pera, uva, maçã ou salada mista? Uma conversa com Tássia Reis sobre música e seu show no Recife com uma baita Salada das Frutas.

Postado por Descompasso em 01/07/2016, 15:13:18
tassia.SantiagoCarlucci

Tássia Reis/Foto: Santiago Carlucci

Neste domingo, 03 de julho, o Cataraman vai ficar mais colorido e divertido. É o dia do Festival Salada de Frutas, que usa a música como instrumento de mudança social. No line up, as bandas Liniker e os Caramelows (que abalou as estruturas no Rec-Beat 2016), As Bahias e a Cozinha Mineira e a cantora Tássia Reis. A noite ainda conta com as batidas tropicais do Dj Patricktør4.
 
Para o esquente da festa, conversamos com a rapper paulistana Tássia Reis, de Jacareí, sobre suas expectativas para a sua primeira apresentação no Recife. Falamos também de vida e inspiração. #Tamojunto.
 
Tássia, tem algum artista pernambucano que você gosta e recomenda?
 
 
Sim, curto muito o som do Mundo Livre S/A, do Otto e da Karina Buhr. Pernambuco tem diversos artistas conhecidos por sua originalidade, são incríveis e com personalidade.
 
Conta pra gente quais artistas que mais influenciaram sua formação musical e performance de palco?
 
 
Minha formação musical é baseada no que apendia ouvir e amar com meus pais, que é o Soul, o Samba a música brasileira, e também o que Hiphop me mostrou quando ainda era uma dançarina de danças urbanas. Nesse meio tempo, fui me interessando pelo Jazz e variações, e também pelo Neo-Soul, e aí foi chegando as novidades e eu também adoro pesquisar. Já a minha performance é bem solta, gosto muito de como a Diva Erykah Badu conduz seu show, ela é demais!
 
 
E o teu processo de composição? O que te inspira na hora de compor?
 
 
Eu costumo dizer que a Inspiração é um estado de espírito, quando acessado, garante que qualquer situação seja motivo. Assim passeio por vários processos criativos, já comecei pela letra, já comecei pela melodia, geralmente vem tudo junto. Pode demorar meses, ou 25 minutos, é inexplicável e delicioso.
 
Por muito tempo a MPB teve compositores que faziam músicas engajadas, especialmente no período da ditadura militar. Já na década de 90 quase não se ouviu exceto pelo rap. Seria uma nova tendência músicas de cunho político?
 
 
Não acredito em “Tendências” de escrita quando o lance é música, nós refletimos o momento político, social e econômico também. É tão natural como uma conversa de bar, claro que as pessoas tem a possibilidade de embarcar em certas questões ou modismos, mas pra mim, é fundamental falar daquilo que estou afogada, seja amor, seja luta.
 
 
Você acredita em uma nova geração mais consciente dos direitos humanos e intolerante aos preconceitos de uma maneira geral?
 
 
Temos muitas questões urgentes a serem debatidas e enfrentadas de frente, como por exemplo o genocídio da juventude negra por conta do Estado, a cultura do estrupo que implica em diversas coisas e muitas outras pautas. Fico feliz que a internet amplie o debate, porém ainda precisamos avançar muito em conjunto .
 
 
Você poderia indicar um livro?
 
 
“Sejamos Todos Feministas ” -¬ Chimamanda Ngozi Adichie
 
 
E um filme?
 
 
“Kbela”, direção Yasmin Thayná
 
 
E bandas que precisam ser escutadas?
 
Janine Mathias, Aláfia, D’origem, Oshun NYC, Robert Glasper, Alabama Shakes…   
 

 

Vamos falar um pouquinho do show de Recife. Você vem com banda completa ao Recife?

 

Sim, minha formação Oficial é com a #EquipeLacry: Dj 3D, Lívia Mafrika nos backings vocals e eu.

 

Que músicas não podem faltar no seu show? O que podemos esperar?

 

Não pode faltar o ” Meu Rapjazz” e a “No SeuRadinho também é uma pedida. Digo apenas que estamos animadíssimas para realizar essa grande celebração que é o Salada Das Frutas, Amém Deusas <3

 

Serviço:

 

Evento: Salada das Frutas com Liniker e os Caramelows + As Bahias e a Cozinha Mineira + Tássia Reis e o DJ Patricktør4
Quando: Domingo (03 de julho)
Onde: Catamaran Tours (abertura da casa: 16h)
Ingressos: 1º lote: R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)/ 2º lote: R$50,00 (inteira) e R$25,00 (meia)
Vendas online. 

Aperta o play: Academia da Berlinda lança Nada Sem Ela

Postado por Descompasso em 01/07/2016, 15:04:22

Academia da Berlinda/Divulgação

Julho de 2016 começou com o pé direito! Além de comemorarmos os 70 anos de carreira do Mestre Alceu, a Academia da Berlinda acabou de deixar esta sexta, 01 de julho, mais suingada e requebrada com o lançamento de Nada Sem Ela. A super banda de Olinda ainda de quebra deixou a música livre pra baixar ou pra escutar online.

Cuidado: Nada Sem Ela vicia e já está no nosso repeat! Escute.